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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
As lesões da espinal medula permanecem uma limitação da Medicina. Vários
fatores contribuem para a reduzida capacidade regenerativa do tecido nervoso.
Em particular, no sistema nervoso central e em resposta à lesão, estabelece-
se um ambiente inibidor ao crescimento celular. Acredita-se que a regeneração
das falhas nervosas passe por uma abordagem combinatória que inclua biomateriais,
fatores de crescimento e células. Matrizes de suporte ao crescimento
celular (scaffold), sob a forma de condutas neuronais, produzidas a partir de biomateriais
com propriedades condutoras, podem servir como meio para estimular
a regeneração.
A reduzida solubilidade da generalidade dos polímeros condutores representa
um desafio no seu processamento. A polimerização in situ constitui um
método de contornar esta limitação, no entanto, o revestimento obtido não possui
propriedades físico-químicas adequadas à interação célula-matriz. Assim,
este trabalho centrou-se no estudo da polimerização química de um polímero
condutor – o poli (3, 4 – etilenodioxitiofeno (PEDOT) –, na presença de um polímero
biocompatível – o quitosano (CS). A síntese de PEDOT, a partir da oxidação
de monómeros de 3,4 – etilenodioxitiofeno (EDOT), para obtenção do híbrido
CS/PEDOT, foi otimizada, testando dois oxidantes, o persulfato de amónia
(APS) e o cloreto de ferro (FeCl3.6H2O), em diferentes solventes. A resistência
do PEDOT foi medida com recurso ao método de duas pontas, de onde se
calculou a condutividade do material para filmes e fibras. Concluiu-se a caracterização
com a observação da morfologia das estruturas e com a análise da
composição química por FTIR.
A partir de uma solução ácida de CS/PEDOT, obtiveram-se matrizes de
nanofibras e filmes condutores, passíveis de ser testados in vitro, com células
neuronais. A sua significativa condutividade, mostrou-se um fator interessante
para a estimulação elétrica das células através de scaffolds deste material, com
eventual impacto na sua proliferação e extensão de neurites.
O cloreto de ferro (III) hexahidratado 50% (v/v) em etanol demonstrou ser
um melhor oxidante que o persulfato de amónia por permitir produzir fibras
com maior condutividade (independentemente da estrutura) e reduzida citotoxicidade,
tal como foi apurado em teste realizado in vitro com células Vero.
Descrição
Palavras-chave
Quitosano PEDOT Polimerização Cloreto de Ferro Persulfato de Amónia Eletrofiação
