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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
As unidades de saúde nas suas actividades produzem águas residuais que podem ser
consideradas um agente de risco para o ambiente e para a saúde pública, o objectivo
principal deste trabalho é contribuir para avaliar de que modo é feita actualmente a gestão de efluentes hospitalares e quais deveriam ser as práticas a implementar por forma a que sejam adoptadas as melhores tecnologias disponíveis.
Actualmente não se conhece a situação exacta dos efluentes hospitalares, o que em parte
se deve à ausência de legislação nacional.
A metodologia do estudo centrou-se nos instrumentos de observação directa, entrevistas e questionários. Na revisão da literatura procurou obter-se um suporte teórico para a parte prática do trabalho, apresentando alguns tipos de tratamento adoptados noutros países e caracterização dos efluentes hospitalares.
Na parte prática deste trabalho foi efectuado um levantamento da situação dos hospitais a nível nacional, e apresentação de algumas propostas técnicas para diminuição dos riscos,para a saúde pública e para o ambiente, resultantes do lançamento destes efluentes na rede pública,sem qualquer controlo. O levantamento baseou-se na caracterização da unidade de saúde, os tipos de tratamento adoptados e tipos de drenagem existentes. Com vista a obter
uma perspectiva global da situação de referência, os resultados foram extrapolados para outras unidades de saúde com situação semelhante em termos de número de camas e tipo de unidade.
Os resultados fornecem um importante contributo sobre o conhecimento da situação
nacional, sendo útil para futuras implementações no tratamento dos efluentes hospitalares e se forem tidos em consideração nos planos e regulamentações futuras. Para tal deve haver formação dos profissionais responsáveis, bem como o acompanhamento na gestão destes efluentes.
Com a realização deste trabalho pode concluir-se que sem legislação ou incentivos
financeiros torna-se difícil implementar uma gestão correcta dos efluentes hospitalares. Para um adequado tratamento das águas residuais é necessário que haja redes de drenagem independentes. Verifica-se que a drenagem e o tratamento dependem do tipo de unidade de saúde, e da pessoa responsável pelo serviço.
Descrição
Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em
Engenharia do Ambiente, perfil Engenharia Sanitária
