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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
No acondicionamento de produtos hortofrutícolas, o material mais utilizado
tradicionalmente era a madeira. No entanto, actualmente, a tendência tem sido a sua
substituição por caixas de plástico. Os argumentos apresentados relacionam-se com o
facto das embalagens de plástico serem mais duradouras, poderem ocupar menos espaço
quando vazias, pois podem ser encastráveis ou rebatidas, e, sobretudo, devido ao facto
do plástico ser um material considerado mais higiénico e de mais fácil limpeza do que a
madeira.
Face a esta situação, o objectivo deste trabalho foi o de determinar se a madeira é na realidade um material menos higiénico, em termos de contaminação microbiana
(bactérias, bolores e leveduras), do que o seu principal competidor, o plástico. Para
avaliar, do ponto de vista do factor higiene, as embalagens de madeira e as embalagens de plástico, programaram-se três ensaios. No primeiro ensaio (Ensaio 1), pretendeu-se estudar e comparar a contaminação microbiana verificada em embalagens de madeira e de plástico. Neste caso, caracterizaram-se, em termos de contaminação microbiana, as embalagens de madeira e de plástico utilizadas no transporte e comercialização de produtos hortofrutícolas. As amostras foram recolhidas no MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa), local onde estes dois tipos de embalagens são comummente utilizados. No segundo ensaio (Ensaio 2), pretendeu-se avaliar a susceptibilidade de cada um dos materiais (madeira e plástico) à contaminação do ambiente circundante a que estão sujeitas as caixas durante o transporte, armazenamento e comercialização de produtos hortofrutícolas. Para esse efeito, foi estudada a evolução da contaminação microbiana dos materiais em estudo, madeira e plástico, em diferentes
condições ambientais, durante um período de três meses. No terceiro ensaio (Ensaio 3),
pretendeu-se estudar a evolução da sobrevivência de bolores e leveduras e de Bacillus cereus (organismos habitualmente detectados em produtos hortofrutícolas e que podem contaminar as embalagens) em embalagens de madeira e de plástico, contaminados com culturas destes microrganismos, em diferentes condições de humidade e temperatura.
Este ensaio teve como principal finalidade verificar se existem diferenças entre os
materiais (madeira e plástico) em termos da manutenção e crescimento da contaminação
com bolores e leveduras e com B. cereus.
De acordo com os resultados obtidos no Ensaio 1 pode concluir-se que em termos de
contaminação microbiana, não existem diferenças significativas entre as caixas de
madeira e as caixas de plástico. Verificaram-se, no entanto, diferenças significativas entre embalagens contendo frutos e embalagens contendo produtos hortícolas. Com efeito, as embalagens contendo produtos hortícolas apresentaram uma enumeração de bolores e leveduras e de bactérias coliformes significativamente superior à observada nas embalagens contendo frutos. De acordo com os resultados obtidos neste ensaio e de acordo com as observações efectuadas no local da amostragem, pode também concluir se que a contaminação microbiana elevada, verificada em algumas caixas de madeira e
de plástico, é resultado da falta de limpeza das caixas antes da sua reutilização.
A análise dos resultados obtidos no Ensaio 2 mostrou também que os materiais de
madeira apresentaram um comportamento semelhante aos dos materiais de plástico.
Efectivamente, nas diversas condições experimentais estudadas neste ensaio, não se
verificou que a madeira possa ser mais susceptível à contaminação do ambiente
circundante do que o plástico.
De acordo com os resultados obtidos no Ensaio 3, verificou-se que os materiais de
madeira possibilitam o crescimento e desenvolvimento de bolores e leveduras, não se
verificando o mesmo nos materiais de plástico. Por outro lado, verificou-se que os
materiais de plástico, à temperatura de 20ºC, possibilitam um maior crescimento e
desenvolvimento de B. cereus do que os materiais de madeira.
Descrição
Dissertação apresentada na Faculdade de
Ciências e Tecnologia da Universidade Nova
de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em
Tecnologia e Segurança Alimentar
