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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo incide sobre a presença do sagrado na “Trilogia de Deus”, de João César Monteiro, e sobre a forma como esta é articulada através de elementos e referências musicais religiosas. A aceção de cinema como sagrado, ou seja, como oposto ao profano e, consequentemente, ao “nosso” mundo, tem consequências evidentes na obra de Monteiro. A forma como o mesmo alcança este sagrado é recorrente nos vários meios que constituem o “híbrido medial” que é o filme. A presença musical na “Trilogia de Deus” torna-se uma dessas ferramentas do realizador de alcançar ou, pelo menos, referir, o sagrado nos seus filmes. Este artigo analisa algumas das referências religiosas retorcidas, através das quais César Monteiro procura não o sagrado católico, mas um outro sagrado, que se desenvolve sobre valores que o catolicismo chega a condenar. A principal hipótese defendida é a de que o sagrado na “Trilogia” se desenvolve, pelo menos em parte, a partir das referências musicais religiosas – por um lado, pelo espaço contextual a que são associadas e, por outro, pela subversão desse mesmo espaço. A partir da análise de exemplos particulares, pretende-se desenvolver esta hipótese através de argumentos relativos à interpretação de certos elementos visuais, narrativos e principalmente musicais.
Descrição
UIDB/00472/2020
UIDP/00472/2020
Palavras-chave
Musica e cinema Sagrado João César Monteiro Música religiosa
