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Late Jurassic microfossils from Cambelas bonebed, western Portugal. Palaeoecology and palaeoenvironmental aspects

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Resumo(s)

Understanding the evolutionary trajectory and phylogenetic relationships of the Mul- tituberculata order, an extinct group of nontherian mammals with a fossil record spanning from the Middle Jurassic to the Late Eocene, remains a significant challenge due to substantial gaps in the fossil record. Recent excavations at the Ulsa quarry, within the Freixial Formation, dating from Tithonian (Upper Jurassic), in Torres Vedras Municipality (Portugal), have yielded a notable discovery: the partial jaw of an odontologically immature multituberculate exhibiting distinct morphology and a rare alternate posteroanterior tooth replacement pattern, a trait previously identified in only two other species. Detailed morphological and phyloge- netic analyses have confirmed this specimen as a new species of Pinheirodontidae, providing the first detailed insights into the jaw anatomy and tooth replacement pattern of this family. The origin from a fossiliferous multi-taxonomic bonebed is particularly significant, as it in- cludes rare articulated post-cranial bones of Mesozoic multituberculates, offering a unique view of these ancient mammals. The taphonomic study of both macro- and microfossils, com- bined with palynological and geological analyses of the Ulsa quarry strata, has provided sig- nificant insights into the paleoenvironment and paleoclimate, depicting a semiarid to arid cli- mates, with excessive evaporation and water scarcity. In the low-energy depositional settings of the Ulsa quarry, the limited availability of water in the form of springs and seeps likely turned that environment into deadly traps. Animals already weakened by extended dry sea- sons, probably became entrapped and perished in the mud. The entombed remains, now ex- posed in the layers on the coasts of western Portugal, reveal the richness of the Lusitanian Basin and its significant paleontological potential. This discovery not only enriches the under- standing of the phylogenetic relationships of this obscure family of multituberculates but also underscores the importance of the Portuguese fossil record. The findings extend beyond tax- onomy, offering a deeper comprehension of the evolutionary and ecological dynamics that shaped the ancient environments of the Iberian Peninsula.
A compreensão da trajetória evolutiva e das relações filogenéticas da ordem Multituberculata, um grupo extinto de mamíferos não-Theria com um registo fóssil que abrange desde o Jurássico Médio até ao Eocénico Final, continua a ser um desafio significativo devido a lacunas substanciais em seu registo fóssil. Escavações recentes na jazida da Ulsa, Formação de Freixial, datada do Titoniano (Jurássico Superior), em Torres Vedras (Portugal), resultaram numa descoberta notável: a mandíbula parcial de um multituberculado odontologicamente imaturo, exibindo uma morfologia distinta e um raro padrão posteroanterior alternado de substituição de dentes, uma caraterística previamente identificada em apenas duas outras espécies. Análises morfológicas e filogenéticas detalhadas confirmaram este espécime como uma nova espécie de Pinheirodontidae, fornecendo os primeiros detalhes sobre a anatomia da mandíbula e os padrão de substituição de dentes desta família. A sua origem de um leito ósseo fossilífero multi-taxonómico é particularmente significativa, uma vez que inclui raros ossos pós-cranianos articulados de multituberculados mesozóicos, oferecendo uma visão única destes antigos mamíferos. O estudo tafonómico dos macro e microfósseis, combinado com análises palinológicas e geológicas dos estratos da jazida da Ulsa, forneceu informações significativas sobre o paleoambiente e o paleoclima, descrevendo um clima semiárido a árido, com evaporação excessiva e escassez de água. Nos ambientes de deposição de baixa energia da jazida da Ulsa, a disponibilidade limitada de água sob a forma de nascentes e poços provavelmente transformava aquele ambiente numa armadilha mortal. Os animais, já enfraquecidos pelas longas estações secas, provavelemente ficaram presos e pereceram na lama. Os restos sepultados, agora expostos nas camadas da costa ocidental de Portugal, revelam novamente a riqueza da Bacia Lusitânica e o seu importante potencial paleontológico. Esta descoberta não só enriquece a compreensão das relações filogenéticas desta obscura família de multituberculados, como também denota a importância do registo fóssil português. Os resultados vão para além da taxonomia, oferecendo uma compreensão mais profunda das dinâmicas evolutivas e ecológicas que moldaram os ambientes antigos da Península Ibérica.

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Palavras-chave

Multituberculata Pinheirodontidae, Teeth Replacement Lusitanian Basin Tithonian Paleoenvironment

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