Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

A liberdade é parda

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
document_33_.pdf616.75 KBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Este artigo investiga como escravizados e libertos foram identificados e como se auto identificaram em processos judiciais que julgavam a mudança de seu estatuto jurídico na capitania de São Paulo ao longo do século XVIII. Tendo em conta que a colonização produziu formas de classificação e hierarquização das populações a partir da escravidão e dos processos de mestiçagem que avalizaram, em uma sociedade entendida como naturalmente desigual, modos de exclusão, inclusão e os direitos e deveres dentro do corposocial. Investigo o uso do termo pardo nas ações cíveis por liberdade e a sua relação com as estratégias judiciais. Pardo foi definido de forma geral pelos dicionaristas dos séculos XVII e XVIII como uma cor “entre branco e preto”. Entretanto, argumento que a sua designação estava mais associadas ao status social que os indivíduos ocupavam do que com à sua cor de pele. Assim, ao optarem por se descrever em uma zona parda, se aproximavam da condição de liberdade pleiteada. Dessa forma, a mobilização do termo pardo em processos judiciais constituía uma estratégia legal, e não uma identidade. Este tipo de análise fornece elementos para uma leitura crítica das classificações coloniais e de como estas eram manipuladas por diferentes grupos em contextos distintos

Descrição

UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020

Palavras-chave

Pardo Liberdade Autos cíveis Identificação Zona parda

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo