| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 234.87 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Desvelam-se algumas das críticas tecidas na obra leiriana, em especial ao establishment da arte, através da demonstração de elementos textuais que indiciam as distintas estruturas de poder a que a arte esteve exposta, e de que forma as relações entre estas e aquelas evoluíram desde o período surrealista do autor (1949 – 1951) até ao momento da publicação das suas obras, na década de 70. A análise de uma narrativa extraída de Contos do Gin Tonic, fundamentada com o apoio dos textos críticos inéditos do autor, originou a discussão em torno de diversos temas directamente ligados à arte, como o meio artístico, o artista, o objecto artístico, a recepção artística e a crítica de arte. A arte e a literatura, enquanto meios de expressão de inconformismo e instrumentos de subversão, são armas de luta preferenciais de Mário-Henrique Leiria. A literatura, em particular, é passível de ser aqui observada sob a perspectiva dos seus recursos estilísticos - a ironia, a paródia, a simples comicidade e o humor negro -, que comportam um triplo aspecto funcional: como diferentes estratégias discursivas para expressar uma perspectiva da vivência de uma determinada contingência política e social; como meio de sublevação que se faz essencialmente pela palavra; e, por fim, como via de acesso a um espaço único de liberdade, que é, afinal, o da criação artística.
Descrição
UIDB/00657/2020
UIDP/00657/2020
Palavras-chave
Criação Arte Poder Subversão Liberdade
