Orientador(es)
Resumo(s)
O relevo da tecnologia digital nas Humanidades não precisa de ser sublinhado, tão vastas se revelam as possibilidades trazidas pelas ferramentas digitais na conservação, no processamento e no acesso em larga escala às mais variadas fontes de informação. Também na Musicologia Histórica se tem feito sentir de modo profundo o impacto do mundo digital, particularmente visível na multiplicação de bases de dados, seja na catalogação de repertórios específicos ou fundos documentais localizados, seja mesmo com a incorporação de recursos relacionados com a codificação da notação musical. No processo de construção das plataformas para a catalogação das fontes musicais, as questões metodológicas são fulcrais, de modo a que os dados acumulados permitam distintos níveis de utilização e produção acrescida de conhecimento, potenciando a interoperacionalidade entre sistemas digitais. A diversidade das fontes consideradas (nos planos temporal, do suporte material, dos conteúdos, da destinação, da conservação, etc.) suscita dificuldades. A isto acresce, por outro lado, a multidisciplinaridade envolvida na descrição destes materiais, englobando várias áreas de especialidade: musicologia, paleografia, codicologia, liturgia, história da arte, entre outras. São ainda escassos, todavia, os estudos sobre a catalogação de fontes musicais, faltando critérios normalizados, sejam eles de cariz musicológico, bibliográfico ou arquivístico. Este artigo considera, como estudos de caso, dois arquivos digitais de fundos musicais: “Acervo histórico do Mosteiro de Arouca – Catálogo” e o “Catálogo do Arquivo Musical do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança”, procurando apresentar algumas das coordenadas metodológicas que têm orientado a construção destas bases.
Descrição
UIDB/00693/2020
UIDP/00693/2020
Palavras-chave
Musicologia Arquivos digitais Fontes Musicais Terminologia
