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Da boca do povo na língua certa do povo, língua errada do povo

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Resumo(s)

Para Antonio Candido e Afrânio Coutinho, o nacionalismo artístico foi uma marca das letras brasileiras, pois correspondia à busca por uma identidade nacional. No plano linguístico, os escritores brasileiros defenderam “a língua brasileira” como um elemento de emancipação política e de autonomia cultural. O presente trabalho visa mostrar, através de excertos de jornais e suplementos literários do século do século XX, como, após a independência política do Brasil em 1822, a literatura foi utilizada como um instrumento para se forjar a independência linguística. Estes debates, que atravessam o século XIX, tiveram a Semana de Arte Moderna como ápice. O Modernismo brasileiro modificou o modo de ver e de pensar a literatura e a língua. No século XIX, a invenção da “língua brasileira” torna-se uma bandeira, pois a norma portuguesa tornara-se um obstáculo para afirmação nacional. Na década de 1950, nos suplementos literários brasileiros e portugueses, tais debates ainda encontraram ressonâncias.

Descrição

UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020 SFRH/BD/145768/2019

Palavras-chave

Circulação de Ideias História Cultural Luso-brasileira Língua Portuguesa Suplementos Literários

Contexto Educativo

Citação

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