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Orientador(es)
Resumo(s)
O elo que une literatura e ambiente surge, cada vez mais, como uma realidade indubitável, não sendo, contudo, apanágio dos textos coevos, pois essa figuração surge em textos antiquíssimos. O presente ensaio centra-se na inserção dos répteis na geografia literária de Mário de Carvalho, a que subjaz uma tripla intenção: retratar o habitat natural em que se movem e que papel desempenham estes bichos, ao nível dos ecossistemas, com o claro intuito de levar os humanos a refletir sobre a consciência ambiental. Num segundo nível, e na esteira dos bestiários antigos, a presença dos répteis anuncia um intuito moralizante, surgindo como metáfora dos comportamentos repreensíveis e desviantes dos humanos. Mas a representação destes animais, enquanto seres fantásticos, de compleições híbridas e aterrorizadoras assume, igualmente, um papel simbólico ou alegórico. Irrompendo de forma assombrosa no quotidiano, emergem como aparições estranhas e sobrenaturais, facilmente relegadas, ou dessacralizam a coorte celestial representada na iconografia cristã.
Descrição
UIDB/00657/2020
UIDP/00657/2020
Palavras-chave
Ecossistemas Répteis Ironia Fantástico Paródia Simbologia
Contexto Educativo
Citação
Editora
Imprensa da Universidade de Coimbra
