Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/17123
Título: Depois de Orpheu : 1916-1935
Autor: Covas, Maria João Marques Inglês Gomes
Orientador: Júdice, Nuno
Palavras-chave: Receção
Crítica
Leitura
Primeiro modernismo
Futurismo
Reception
Criticism
Reading
First modernism
Futurismo
Orpheu
Data de Defesa: 14-Jan-2016
Resumo: O objetivo deste trabalho era verificar como, nos jornais e revistas, o Primeiro Modernismo tinha sido acolhido. Depois do escândalo de Orpheu e da forma agressiva como os seus colaboradores tinham sido recebidos, cabia verificar se tinha havido, ou não, uma evolução na análise da sua obra ao longo dos anos, de 1916 a 1935, tanto mais que as vidas de cada um destes tinha evoluído de forma diferenciada. As mortes prematuras de uns, a subida a postos de influência e poder, ou a longevidade de outros foram fatores que poderiam ter condicionado a evolução da crítica jornalística. Por um lado, os críticos poderiam ter alterado a sua visão face a estes criadores, podendo o tempo ter funcionado a favor destes. O que em 1915 era estranho e bizarro poderia em 1935 ser inédito e original. Por outro lado, a conjuntura política poderia condicionar não só a criação artística, mas também o seu enquadramento social. Em 1915, a guerra entre monárquicos e republicanos foi marcada pelas referências a Orpheu. Mais tarde com a ditadura militar e a ascensão do Estado Novo poderão os nossos artistas voltar a ser alvo de referências políticas. A verdade é que tal não acontece. O poder político menospreza-os, apesar de nalguns casos terem uma participação ativa nas suas fileiras. A verdade é que os autores mais importantes e significativos foram, pouco a pouco, e com o passar dos anos, integrados na sociedade literária e começaram a ser vistos como criadores a ter em conta, senão mesmo de referência. O seu aparecimento em jornais e revistas na qualidade de escritores, jornalistas, artistas plásticos ou mesmo críticos fez com que estivessem sob os holofotes da imprensa e como tal sujeitos a uma análise permanente. E esta foi-se alterando com o passar do tempo e com o reconhecimento dos mesmos. Hoje ninguém duvida do seu valor, mas entre 1915 (data da publicação de Orpheu e 1935 (ano da morte de Pessoa) todos eram vistos como loucos, jovens com alguma habilidade para a escrita, promessas do panorama literário e finalmente, em alguns casos, motivos de orgulho para o nosso património artístico. Só uma leitura dos periódicos mais relevantes permitiria estudar a receção do nosso Primeiro Modernismo. E foi esse o objetivo desta tese.
The aim of this study was to enquire the reception of First Modernism in its historical context. The research develops around a documental analysis of newspapers and magazines of the time. After the scandal of Orpheu and the aggressive way in which its contributors had been received, it was important to ascertain whether or not there had been any evolution in the perception of their work over the years. The fact that each of the Orpheans’ personal lives took quite different routes only adds complexity to such plausible evolution. The premature deaths of some, the rise to positions of influence and power and even the longevity of others, were aspects that could have influenced the evolution of journalistic criticism. On the one hand, critics could have changed their view over on these creators and time could have worked on their behalf. What in 1915 seemed strange and bizarre, in 1930 could be novelty and original. On the other hand, the political situation not only constrained artistic creation but also its social framework. In 1915, the war between royalists and republicans was marked by references to Orpheu. With the military dictatorship and the Estado Novo on the rise the question was: will our artists become an object of political reference once again? This did not occur. Political power forgot these authors despite the active participation of some of them in their own political ranks. While literary criticism as such was still rare, the most significant authors became progressively integrated in the literary society and began to be seen as creators to be reckoned with or even of reference. With their debut in newspapers and magazines as young writers, journalists, artists and critics placed them under the spotlight of the press, thus under continuous scrutiny. Furthermore, this was challenged over time as was their social integration. Today, no one doubts their literary value. However, between 1915 (the year the Orpheu was published) and 1935 (death of Pessoa) all were seen as crazy youngsters with some writing ability, young promises of the literary scene and, in some cases, sources of pride of our artistic heritage. The study develops a theory from the analysis of journals and magazines then published. This theory contributes to the in-depth understanding of the social reception of first modernism in the literary culture.
URI: http://hdl.handle.net/10362/17123
Designação: Doutoramento em Línguas, Literaturas e Culturas
Aparece nas colecções:FCSH: DLCLM - Teses de Doutoramento

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