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Interconnections between urban food systems’ sustainability and circular economy. Stakeholders’ perspective and systemic analysis

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By 2050, two thirds of the growing global population will be living in cities [1], where 80 percent of global food consumption will occur [2]. Food systems provide food to satisfy populations’ needs and wants, but also provide environmental, social and economic outcomes that feedback into ecosystems, society and the economy [3]. Circular Economy has emerged as an alternative economic model, aiming to redefine growth while focusing on benefits for society as well as reducing natural resources de- pletion [4]. The food sector has been considered a priority sector for Circular Economy due to the importance of food for the bio-economy, its impacts and human dependence on it [5] [6]. However, food systems are complex [3] and their complexity needs to be addressed to transition toward sustainability [7]. The present dissertation develops a methodology to i. develop an understanding of sustainability criteria for food systems, ii. assess the role of Circular Economy (CE) for the sustainability of urban food systems as well as iii. understand how the performance of the system generates incentives and influences capacities of actors to transition to a Circular Economy. The complexity of the urban food system is addressed through a systems thinking approach based on stakeholders’ perceptions, collected through interviews. The methodology was further applied to the city of Lisbon as a case study. Ecosystems’ resilience, inequality, food waste, food security, nutrition and length of the value chain were the criteria selected and validated by stakeholders to assess the sus- tainability of urban food systems. In addition, stakeholders further suggested, based on their perspective of the Lisbon food system, the importance of education and information, plant nutrition and diets based on seasonal and less processed food products. To assess the role of Circular Economy for the sustainability of urban food systems, the implemented circularity processes were mapped in CE system diagrams in order to identify materials cycles in the value chain. The majority of stakeholder groups imple- ment circularity processes that establish short material cycles, that is to say, materials are cycled by the same stakeholder or to a consecutive stakeholder in the value chain. National government institutions and retailers are the stakeholders whose interaction along the value chain is more significant. Furthermore, the implementation of CE pro- cesses corresponds to a fraction of stakeholders’ total activity, business models and modus operandi of Lisbon’s food system’s stakeholders are not yet designed to be circular. Share and maintain/prolong were the CE processes perceived to have a more holistic contribution for the sustainability goals selected. These technical processes are actually applied to food, a biological material, in urban centres, through strategies to avoid food waste. On the other hand, farming was the circularity process perceived to have the least comprehensive contribution for the sustainability goals, focusing mainly on ecosystems’ resilience. Ultimately, relationships between circularity processes and sustainability goals were mapped in a causal loop diagram. Strategies and challenges to the implementation of circularity processes were identified as well as synergies and trade-offs between circular- ity processes. The causal loops established depict how an integrated perspective of the system is essential to identify synergetic or antagonistic outcomes resulting from a given initiative, thus pointing out avenues for further research.
Em 2050, dois terços da população mundial, em crescimento, habitará em cidades [1], onde ocorrerá 80 por cento do consumo global de alimentos [2]. Os sistemas alimentares satisfazem as necessidades e procura de alimentos da população mas também produzem outros efeitos ambientais, sociais e económicos que por sua vez estabelecem uma retroação com os ecossistemas, a sociedade e a economia [3]. A Economia Circular surgiu como alternativa ao modelo económico atual, com o objetivo de redefinir o crescimento económico, focando simultaneamente os benefícios para a sociedade e a mitigação da depleção dos recursos naturais [4]. O sector alimentar foi considerado um sector prioritário para a Economia Circular devido à sua importância para a bio-economia, aos seus impactes e à dependência que os seres humanos têm sobre este recurso [5] [6]. Contudo, os sistemas alimentares são complexos [3] e é essencial abordar a sua complexidade para uma transição sustentável [7]. Na presente dissertação é desenvolvida uma metodologia com o intuito de i. compre- ender quais os critérios da sustentabilidade dos sistemas alimentares, ii. Avaliar o papel da Economia Circular para a sustentabilidade dos sistemas alimentares urbanos, assim como iii. Compreender como é que a performance do sistema gera incentivos e influencia a capacidade dos atores na transição para a Economia Circular. A complexidade do sis- tema alimentar urbano é abordada através de uma abordagem de pensamento sistémico baseado na perceção das partes interessadas do sistema alimentar, recolhida através de entrevistas. A metodologia foi posteriormente aplicada à cidade de Lisboa, como caso de estudo. A resiliência dos ecossistemas, a desigualdade, o desperdício alimentar, a segurança alimentar, a nutrição e o comprimento das cadeias de valor foram os critérios selecio- nados e validados pelas partes interessadas para avaliar a sustentabilidade do sistema alimentar urbano. Adicionalmente, as partes interessadas sugeriram ainda, com base na sua percepção sobre o sistema alimentar da cidade de Lisboa, a importância da educação e informação, da nutrição das plantas assim como de dietas baseadas em produtos sazonais e pouco processados. Com o intuito de compreender o papel da Economia Circular para a sustentabilidade dos sistemas alimentares urbanos, os processos de circularidade implementados pelas partes interessadas foram mapeados em diagramas de sistemas da Economia Circular, com o intuito de identificar os ciclos de materiais na cadeia de valor. Verificou-se que a maioria dos ciclos estabelecidos são curtos, isto é, os materiais concentram-se no mesmo ponto da cadeira de valor ou são enviados para um ponto consecutivo da cadeira de valor. Instituições governamentais e distribuidores, como é o caso do retalho, são os que apresen- tam uma maior interação ao longo da cadeia de valor. Adicionalmente, a implementação de processos de circularidade corresponde apenas a uma fração da atividade total das organizações, os modelos de negócio e o modus operandi, das organizações do sistemas alimentar da cidade de Lisboa não são ainda conceptualmente circulares. De acordo com as partes interessadas, os processos de circularidade partilhar e man- ter/prologar são os que contribuem de uma forma mais holista para a sustentabilidade do sistema alimentar. Estes processos, apesar de serem processos técnicos são implementados para circular alimentos, um material biológico através de estratégias de circularidade que evitam o desperdício alimentar. Em oposição, a agricultura foi o processo percecionado pelas partes interessadas como o que contribui da forma menos holística para os objetivos de sustentabilidade, contribuindo essencialmente para a resiliência dos ecossistemas. Por último, as relações estalecidas entre os processos de circularidade e os objetivos de sustentabilidade foram mapeados através de um diagrama causal. Estratégias e desafios à implementação de processos de circularidade foram identificados assim como relações si- nergéticas e antagónicas entre processos de circularidade. Os ciclos causais estabelecidos ilustram como uma perspetiva integrada do sistema é essencial para identificar compor- tamentos sinergéticos e antagónicos resultantes de uma mesma iniciativa, identificando novas linhas de investigação.

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Palavras-chave

Urban food systems sustainability systems thinking circular economy stakeholder’s perspective

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