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Resumo(s)
Over the past few years, climate change has been increasingly acknowledged. In the European Union (EU), energy production and consumption account for 80% of total greenhouse gas emissions (GHG), and one of the most impactful consumption sectors is the construction industry. In addition, existing buildings are inefficient, exacerbating the situation of energy poverty (EP). This is characterized as a condition in which households lack access to energy services and products. However, according to the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) Special Report of 2018, energy efficiency (EE) and building renovation are two key factors in achieving carbon neutrality, yet renovations remain infrequent.
The main objective of this study is to explore and compare financial instruments to combat EP and/or promote EE in residential buildings in the EU, UK, Australia and New Zealand to understand the best features and success stories for future applications. Research methods included desk research, database search techniques, and snowballing techniques. In addition, interviews were conducted with selected experts on energy poverty, renovation policies and energy efficiency. With all the methodologies applied, 33 financing programmes and eight consumer protection policies in different countries were selected for the study. Among these programs, twelve underwent a more detailed analysis.
Some of the findings indicate that schemes exclusively targeting energy poverty witnessed the majority of measures being fully funded, with financial support reaching 100%. The most prevalent financial instruments in the studied programs were grants, with the majority of funding originating from European funds, except in the cases of New Zealand and Australia. Regarding specific measures, insulation and the installation of heating and cooling equipment were the most frequently encountered.
Considering the analyses conducted and the obstacles highlighted in the interviews, several conclusions can be drawn. A collaborative approach among diverse stakeholders is crucial for the establishment and development of these schemes. Furthermore, the implementation of assessment indicators and a monitoring methodology is essential to verify program success and ensure transparency. Lastly, integrating EE incentive programs with strategies to reduce EP, particularly focusing on deep renovation measures, is vital for reducing carbon emissions, enhancing energy access, and contributing to a more sustainable and equitable future.
Ao longo dos últimos anos, as alterações climáticas têm sido cada vez mais reconhecidas. Na União Europeia (UE), a produção e utilização de energia são responsáveis por 80% do total de emissões de gases com efeito de estufa e um dos sectores de consumo com maior peso é o sector da construção. A par disso, os edificios existentes são ineficientes, piorando a situação de pobreza energética. Esta caracteriza-se como uma situação em que os agregados familiares não têm acesso a serviços e produtos de energia. No entanto, de acordo com o Relatório Especial do IPCC de 2018, a eficiência energética (EE) e a renovação de edifícios são dois pontos-chave para alcançar a neutralidade carbónica, mas as renovações continuam a ser pouco frequentes. O principal objetivo desta dissertação é explorar e comparar instrumentos financeiros para combater a PE e/ou promover a EE em edifícios residenciais na UE, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia para compreender as melhores características e histórias de sucesso para a conceção de um esquema modelo. Os métodos de investigação incluíram o método de pesquisa documental, técnicas de pesquisa em bases de dados, e técnicas de snowballing. Além disso, foram realizadas entrevistas com peritos selecionados sobre pobreza energética, políticas de renovação e eficiência energética. Com todas as metodologias aplicadas, foram selecionados para o estudo 33 programas de financiamento e oito políticas de proteção do consumidor em diferentes países. Destes programas, doze foram analisados mais detalhadamente. Alguns dos resultados encontrados demonstram que os esquemas que se destinam exclusivamente ao combate da PE, a maioria das medidas foi financiada a 100%. Os instrumentos financeiros mais utilizados nos programas estudados foram as subvenções, sendo a maior parte do financiamento destes programas proveniente de fundos europeus, exceto no caso da Nova Zelândia e da Austrália. No que respeita às medidas, o isolamento e a instalação de equipamentos de aquecimento e arrefecimento foram as medidas mais encontradas. Tendo em conta as análises efetuadas e os obstáculos mencionados nas entrevistas, foram retiradas algumas conclusões. Uma abordagem de colaboração entre diferentes atores é essencial para a realização e o desenvolvimento destes regimes. Para além disso, o estabelecimento de indicadores de avaliação e uma metodologia de monitorização são também importantes para verificar o sucesso dos programas e garantir a sua transparência. Finalmente, a integração de programas de incentivo à EE com estratégias de redução de PE, e com foco em medidas de renovação profunda, é essencial para reduzir as emissões de carbono, aumentar o acesso à energia, e contribuir para um futuro mais sustentável e equitativo.
Ao longo dos últimos anos, as alterações climáticas têm sido cada vez mais reconhecidas. Na União Europeia (UE), a produção e utilização de energia são responsáveis por 80% do total de emissões de gases com efeito de estufa e um dos sectores de consumo com maior peso é o sector da construção. A par disso, os edificios existentes são ineficientes, piorando a situação de pobreza energética. Esta caracteriza-se como uma situação em que os agregados familiares não têm acesso a serviços e produtos de energia. No entanto, de acordo com o Relatório Especial do IPCC de 2018, a eficiência energética (EE) e a renovação de edifícios são dois pontos-chave para alcançar a neutralidade carbónica, mas as renovações continuam a ser pouco frequentes. O principal objetivo desta dissertação é explorar e comparar instrumentos financeiros para combater a PE e/ou promover a EE em edifícios residenciais na UE, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia para compreender as melhores características e histórias de sucesso para a conceção de um esquema modelo. Os métodos de investigação incluíram o método de pesquisa documental, técnicas de pesquisa em bases de dados, e técnicas de snowballing. Além disso, foram realizadas entrevistas com peritos selecionados sobre pobreza energética, políticas de renovação e eficiência energética. Com todas as metodologias aplicadas, foram selecionados para o estudo 33 programas de financiamento e oito políticas de proteção do consumidor em diferentes países. Destes programas, doze foram analisados mais detalhadamente. Alguns dos resultados encontrados demonstram que os esquemas que se destinam exclusivamente ao combate da PE, a maioria das medidas foi financiada a 100%. Os instrumentos financeiros mais utilizados nos programas estudados foram as subvenções, sendo a maior parte do financiamento destes programas proveniente de fundos europeus, exceto no caso da Nova Zelândia e da Austrália. No que respeita às medidas, o isolamento e a instalação de equipamentos de aquecimento e arrefecimento foram as medidas mais encontradas. Tendo em conta as análises efetuadas e os obstáculos mencionados nas entrevistas, foram retiradas algumas conclusões. Uma abordagem de colaboração entre diferentes atores é essencial para a realização e o desenvolvimento destes regimes. Para além disso, o estabelecimento de indicadores de avaliação e uma metodologia de monitorização são também importantes para verificar o sucesso dos programas e garantir a sua transparência. Finalmente, a integração de programas de incentivo à EE com estratégias de redução de PE, e com foco em medidas de renovação profunda, é essencial para reduzir as emissões de carbono, aumentar o acesso à energia, e contribuir para um futuro mais sustentável e equitativo.
