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Título: Critérios de adequação em ecocardiografia e a repercussão clinica no outcome do paciente: a realidade do Lister Hospital - East and North Hertfordshire NHS Trust, Reino Unido
Autor: Fernandes, Solange Martins
Orientador: Boto, Paulo
Teixeira, Rogério
Palavras-chave: Critérios de adequação
Ecocardiografia transtorácica
Outcome clínico
Alteração ativa dos cuidados
Appropriateness criteria
Transthoracic echocardiography
Clinical outcome
Active change in care
Data de Defesa: 2015
Resumo: RESUMO - Introdução: Os critérios de adequação (Appropriate Use Criteria - AUC) em Ecocardiografia Transtorácica (ETT) foram publicados com o intuito de permitir o uso racional da ecocardiografia, de influenciar decisões clinicas, prestar cuidados de saúde de elevada qualidade e melhorar o outcome dos pacientes. A relação entre a adequação destes e o seu impacto clinico ainda não se encontra largamente estudada. Objectivo: Neste estudo pretendeu-se avaliar o grau de adesão aos AUC em ETT, em diferentes contextos de atendimento e de acordo com diferentes especialidades, bem como o impacto clínico do exame no outcome do paciente, num hospital público terciário no Reino Unido. Metodologia: 859 ETTs realizados consecutivamente no mês de Janeiro de 2014, foram revistos por forma a avaliar a sua adequação e foram classificados como adequados, incertos ou inadequados de acordo com as guidelines de 2011. De seguida os registos dos pacientes foram revistos com o intuito de avaliar o impacto clinico dos ETTs e foram classificados de acordo com uma das 3 seguintes categorias: (1) alteração ativa dos cuidados – por continuação ou descontinuação dos cuidados como resultado do ETT, (2) continuação dos cuidados – sem continuação ou descontinuação dos cuidados, mas comunicação ao paciente dos resultados do ETT, (3) sem alteração dos cuidados – os cuidados ao paciente já estavam a ser aplicados previamente ao resultado do ETT, causa de sintomas já estabelecida no momento da requisição para exame, exame prévio explicativo dos sintomas e sem indicação aguda para novo ETT, terapêutica não alterada ou inexistência de documentação relativa aos achados ecocardiográficos. Pacientes cujos registos não se encontravam disponíveis foram excluídos (259). Todas as classificações foram avaliadas por uma cardiologista independente, sem relação direta com o estudo. Resultados: A nossa amostra apresentou uma média de idades de 63 ± 17 anos, com uma equilíbrio de géneros. A maioria dos exames foi solicitada em contexto de ambulatório (81,4%), pela Cardiologia (50,3%) e pela Medicina Geral e Familiar (13,4%). Relativamente aos achados ecocardiográficos dos exames, 7,6% demonstraram disfunção sistólica do ventrículo esquerdo moderada a grave, 4,0% revelaram doença valvular grave e 5,1% hipertensão pulmonar significativa. Em relação à adequação dos pedidos para ETTs, 76,5% foram adequados, 7,1% inadequados e 12,6% incertos. Relativamente ao impacto clínico dos ETTs, 42,7% dos exames revelaram uma alteração ativa nos cuidados, 15,6% mostraram uma continuação dos cuidados e 11,5% demonstraram não haver alteração nos cuidados. A idade (P=0,05), o contexto de atendimento (P<0,01) e o pedido realizado pela especialidade medicina geral e familiar (MGF) (P=0,02) foram os preditores mais importantes de uma alteração ativa nos cuidados. Numa perspectiva de prestação de cuidados a uma população mais idosa, o contexto de atendimento, a presença de achados ecocardiográficos significativos e a não alteração dos cuidados apresentam uma relação significativa com a idade. Conclusões: Os dados demonstram que quase 8 em cada 10 ETTs foram considerados adequados e que 4 em cada 10 exames não apresentaram alteração ativa dos cuidados.
ABSTRACT - Introduction: The Appropriate Use Criteria (AUC) for Transthoracic Echocardiography (TTE) were published to aim for a rational use of echocardiography, impact physician decisions, provide a high quality care and improve patient outcome. Following this, several studies demonstrated the proper prescription of the exam. However, the relation between the appropriateness of the exam and its clinical impact have not been largely investigated. Objective: The aim of this study was to assess the degree of adherence to the appropriate use criteria for echocardiography, in different contexts of care and according the various existing specialties in a tertiary public hospital in the United Kingdom, as well as the clinical impact of this exams on the patient outcome. Methods: 859 TTE’s performed consecutively during January 2014 were reviewed to assess its appropriateness, and were classified as appropriate, uncertain or inappropriate using the 2011 guidelines. Subsequently, patient’s files were examined to determine the clinical impact of the TTE which was assigned to one of the following three categories: (1) active change in care – escalation or de-escalation in care resulting from TTE, (2) continuation of current care – no escalation or de-escalation of current care, but direct communication provided to patients about TTE results, or (3) no change in care – next step in management already in place before TTE result, Cause of symptoms already known when TTE ordered to define cause, prior TTE showed the same findings without acute indication for the new TTE, no change in therapy or documentation about TTE findings. Patients which files were not available were excluded (259). All classifications were evaluated by a independent cardiologist, with no direct relation to the study. Results: Our sample had a mean age of 63 ± 17 years with a gender balance. The majority of the exams were requested in the outpatients (81.4%) clinic, by cardiologists (50.3%) and general practitioners (13.4%). Regarding the results of the study, in 7.6% there were moderate to severe systolic dysfunction, 4.0% showed severe valvular heart disease and 5.1% significant pulmonary hypertension. Relatively to the appropriateness of the TTE requests, 76.5% were appropriate, 7.1% inappropriate and 12.6% uncertain. Regarding the clinical impact of the TTE’s, 42.7% of the exams had an active change in care, 15.6% a continuation of the care and 11.5% revealed no change in care. Age (P=0.05), outpatient versus inpatient setting (P<0.01) and requests made by general practitioners (P=0.02) were the most important predictors of an active change of care exam. In a perspective of healthcare to a more elderly population, the outpatient versus inpatient setting, the presence of significant echocardiographic findings and the no change in care setting have a significant relation with age. Conclusion: The data concluded that almost 8 out of 10 TTE’s were considered appropriate, and 4 out of 10 exams had no active clinical impact.
URI: http://hdl.handle.net/10362/16412
Designação: Curso de Mestrado em Gestão da Saúde
Aparece nas colecções:ENSP: GOSS - Dissertações de Mestrado

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