| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.34 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Modern-day societies, wherever they live, are struggling to cope with both energy
demand and energy costs. Not helping, a global pandemic, followed by unexpected
geopolitical events, sparked a global energy crisis. In this context, households were led
to painful, sharp pressures on their energy bills and pushed into poverty realities. In
this regard, international studies are emerging, intending to explore and expand the
horizons of ’Energy Poverty (EP)’ as a vulnerability while looking deeper into transport
and mobility, acknowledging it as ’Transport Poverty (TP)’.
This research has as its primary objective to explore this dimension of vulnerability
in access to transport/mobility in Europe, resorting to identifying and analysing relevant
indicators for posterior comparison between European nations. These indicators follow
one of four different contours: i) metrics that estimate travel time; ii) metrics for affordability
of transportation for dwellings according to their household expenditures ceiling; iii)
metrics of accessibility; and iv) metrics of availability to transportation as well as the
conditions how these are provided. Furthermore, an assessment of the Portuguese
perspective for increased insights at a more detailed spatial scale on this subject matter
was also undertaken.
The current study has revealed that EP is a multifaceted phenomenon that is influenced
by a range of social, economic, and environmental factors. Southern European and Balkan
countries, more prone to EP manifestation, owing to their correlation with lower incomes
and poorly insulated housing exhibit a higher prevalence of EP, which is comparatively
lower among Scandinavian countries. Additionally, TP is a critical factor in understanding
households’ access to essential services, which has received less attention in the discourse
on EP vulnerability studies. Households experiencing EP and TP (described as Double
Energy Vulnerability (DEV)) face compounded difficulties in accessing essential services,
increasing their vulnerability to poverty and social exclusion, particularly in peri-urban
and rural areas. Despite having a significant share of energy-poor households, Portugal
has made commendable progress in reducing the number of people unable to adequately
warm their homes - one of the main constituents of EP in the country. However, Portuguese
TP is a matter of concern, revealing a lack of investment in public transportation services and public transport infrastructures that could potentially benefit those most in need.
In conclusion, this study illuminates the complexity of EP in Europe and Portugal and
the critical role of TP in exacerbating these challenges. Significant strides can be made
towards a more equitable and sustainable future by addressing EP and TP in tandem and
considering the unique needs of different regions and demographic groups. Thus, while
considering regional nuances and socioeconomic disparities, policymakers must adopt a
holistic approach to addressing EP and TP, recognising the synergies between these two
forms of poverty and developing integrated policies that alleviate the combined burdens
they impose on vulnerable households, ensuring equitable access to essential services.
As sociedades modernas, independentemente do local onde se encontram, enfrentam dificuldades para lidar tanto com a procura como com os custos da energia. A desajudar, uma pandemia de proporções globais, seguida de eventos geopolíticos inesperados, de- sencadeou uma crise energética mundial. Neste contexto, os agregados familiares estão a enfrentar fortes pressões nas suas faturas de energia, o que os empurra para uma realidade de ’Pobreza Energética’ (EP). Nesse sentido, estudos internacionais com o objetivo de ex- plorar e alargar os horizontes da EP como uma vulnerabilidade, investigando a dinâmica dos transportes e da mobilidade neste contexto, começam a surgir. Para este efeito, tal dinâmica é reconhecida como ’Pobreza nos Transportes(TP)’. Esta investigação tem como objetivo principal explorar esta dimensão da vulnerabi- lidade no acesso aos transportes/mobilidade na Europa, recorrendo à identificação e análise de indicadores relevantes para posterior comparação entre nações europeias. Esses indicadores regem-se segundo quatro abordagens distintas: i) métricas que estimam o tempo de deslocação; ii) métricas de acessibilidade aos transportes com base no limite de despesas do agregado familiar; iii) métricas de acessibilidade; e iv) métricas de disponi- bilidade de transportes, bem como as condições em que são fornecidos. Além disso, foi também realizada uma avaliação da perspectiva portuguesa para uma maior compreensão a uma escala espacial mais detalhada sobre este assunto. O presente estudo revelou que a EP é um fenómeno multifacetado, e que é influenciado por uma série de factores sociais, económicos e ambientais. Os países do sul da Europa e dos Balcãs, mais propensos à manifestação de EP, devido à sua correlação com rendimentos mais baixos e habitações mal isoladas, apresentam uma prevalência mais elevada de EP, que é comparativamente mais baixa nos países escandinavos. Além disso, a TP é um factor crítico na compreensão do acesso dos agregados familiares a serviços essenciais, que tem recebido menos atenção em estudos de vulnerabilidade de EP. Os agregados familiares que vivem em EP e TP (situação descrita como ’Vulnerabilidade Energética Dupla (DEV)’) enfrentam dificuldades acrescidas no acesso a serviços essenciais, aumentando a sua vulnerabilidade a situações de pobreza e exclusão social, particularmente nas zonas periurbanas e rurais. Apesar de ter uma percentagem significativa de agregados familiares em carência energética, Portugal registou progressos louváveis na redução do número de pessoas incapazes de aquecer adequadamente as suas casas. No entanto, a TP portuguesa é motivo de preocupação, por revelar uma possível falta de investimento em serviços de transporte público e infra-estruturas de transporte público que poderiam potencialmente beneficiar os mais necessitados. Em conclusão, este estudo ilumina a complexidade da EP na Europa e em Portugal e o papel crítico da TP na exacerbação destes desafios. Ao abordar a EP e a TP em conjunto, e considerando as necessidades únicas de diferentes regiões e grupos demográficos, podem ser feitos avanços significativos em direcção a um futuro mais equitativo e sustentável. Assim, os decisores políticos, devem adoptar uma abordagem holística para abordar a EP e a TP, reconhecendo as sinergias entre estas duas formas de pobreza e desenvolvendo políticas integradas que aliviem os encargos combinados que impõem às famílias vulneráveis.
As sociedades modernas, independentemente do local onde se encontram, enfrentam dificuldades para lidar tanto com a procura como com os custos da energia. A desajudar, uma pandemia de proporções globais, seguida de eventos geopolíticos inesperados, de- sencadeou uma crise energética mundial. Neste contexto, os agregados familiares estão a enfrentar fortes pressões nas suas faturas de energia, o que os empurra para uma realidade de ’Pobreza Energética’ (EP). Nesse sentido, estudos internacionais com o objetivo de ex- plorar e alargar os horizontes da EP como uma vulnerabilidade, investigando a dinâmica dos transportes e da mobilidade neste contexto, começam a surgir. Para este efeito, tal dinâmica é reconhecida como ’Pobreza nos Transportes(TP)’. Esta investigação tem como objetivo principal explorar esta dimensão da vulnerabi- lidade no acesso aos transportes/mobilidade na Europa, recorrendo à identificação e análise de indicadores relevantes para posterior comparação entre nações europeias. Esses indicadores regem-se segundo quatro abordagens distintas: i) métricas que estimam o tempo de deslocação; ii) métricas de acessibilidade aos transportes com base no limite de despesas do agregado familiar; iii) métricas de acessibilidade; e iv) métricas de disponi- bilidade de transportes, bem como as condições em que são fornecidos. Além disso, foi também realizada uma avaliação da perspectiva portuguesa para uma maior compreensão a uma escala espacial mais detalhada sobre este assunto. O presente estudo revelou que a EP é um fenómeno multifacetado, e que é influenciado por uma série de factores sociais, económicos e ambientais. Os países do sul da Europa e dos Balcãs, mais propensos à manifestação de EP, devido à sua correlação com rendimentos mais baixos e habitações mal isoladas, apresentam uma prevalência mais elevada de EP, que é comparativamente mais baixa nos países escandinavos. Além disso, a TP é um factor crítico na compreensão do acesso dos agregados familiares a serviços essenciais, que tem recebido menos atenção em estudos de vulnerabilidade de EP. Os agregados familiares que vivem em EP e TP (situação descrita como ’Vulnerabilidade Energética Dupla (DEV)’) enfrentam dificuldades acrescidas no acesso a serviços essenciais, aumentando a sua vulnerabilidade a situações de pobreza e exclusão social, particularmente nas zonas periurbanas e rurais. Apesar de ter uma percentagem significativa de agregados familiares em carência energética, Portugal registou progressos louváveis na redução do número de pessoas incapazes de aquecer adequadamente as suas casas. No entanto, a TP portuguesa é motivo de preocupação, por revelar uma possível falta de investimento em serviços de transporte público e infra-estruturas de transporte público que poderiam potencialmente beneficiar os mais necessitados. Em conclusão, este estudo ilumina a complexidade da EP na Europa e em Portugal e o papel crítico da TP na exacerbação destes desafios. Ao abordar a EP e a TP em conjunto, e considerando as necessidades únicas de diferentes regiões e grupos demográficos, podem ser feitos avanços significativos em direcção a um futuro mais equitativo e sustentável. Assim, os decisores políticos, devem adoptar uma abordagem holística para abordar a EP e a TP, reconhecendo as sinergias entre estas duas formas de pobreza e desenvolvendo políticas integradas que aliviem os encargos combinados que impõem às famílias vulneráveis.
Descrição
Palavras-chave
Energy poverty Transport poverty Double energy vulnerability Indicators Portugal Dwellings
