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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Energy Poverty (EP) is a pressing issue that affects a significant number of people, and
it is influenced by various factors, including housing conditions, household composition, energy
literacy, and climate change.
Some groups are more vulnerable to EP than others, such as students, who have a high
risk of falling into EP due to various factors, such as lack of knowledge of energy efficiency
measures, tight budgets, or high energy expenses. Although this group is often not directly
targeted by policymakers and has not been widely considered a vulnerable group, EP is a
critical issue, as it intersects with their educational background, health, and general well-being.
While EP is a common problem, known to vary between regions, it is not known how
the EP situation may differ between local and displaced students and how this interacts with
the season of the year. Thus, this work explores the aspects of EP experienced by local and
displaced students in Montevideo (Uruguay), Padua (Italy), and Lisbon/Portugal during
winter and summer through a comparative analysis.
In this sense, this dissertation includes two studies based on a survey of higher education
students and their responses to the questionnaires used, which covered various aspects
related to EP. The first examined the perceptions of EP among university students in Montevideo,
Lisbon, and Padua, considering both local and exchange students, while the second
focused on local and displaced higher education students in mainland Portugal, exploring
their vulnerability to EP in four of its regions.
Both studies revealed how diverse backgrounds, housing conditions and regional disparities
can influence higher education students' perceptions, experiences, and vulnerability
to EP. The first research associated vulnerability to EP with housing problems, particularly
evident during the winter in Lisbon and Montevideo, in contrast to the more satisfactory
housing conditions in Padua. According to the conclusions of the two studies, there is an urgent
need to address EP with the Portuguese higher education student population. Moreover,
the second research revealed the substantial challenges faced by this population, especially
by displaced students and those living in the private rental sector.
Policymakers and institutions must, therefore, consider this knowledge to allocate resources
effectively and implement interventions targeting this population. These efforts can
improve students' living conditions, raise awareness about EP and ensure that EP does not
unduly impede their educational activities.
A Pobreza Energética (PE) é uma questão premente que afeta um número significativo de pessoas e é influenciada por vários fatores, incluindo as condições de habitação, a composições do agregado familiar, a literacia energética e as alterações climáticas. Alguns grupos são mais vulneráveis à PE do que outros, como os estudantes, que têm um risco elevado de cair numa situação de PE devido a vários fatores, como a falta de conhecimento de medidas de eficiência energética, rendimentos baixos ou despesas energéticas elevadas. Apesar deste grupo não ser, muitas vezes, um alvo direto dos decisores políticos, e não ser amplamente considerado como um grupo vulnerável, a PE é uma questão crítica para este grupo, uma vez que se cruza com o seu percurso educativo, saúde e bem-estar geral. Embora a PE seja um problema comum, conhecido por poder variar entre regiões, não se sabe como a situação de PE pode diferir entre estudantes locais e deslocados e como isso interage com a estação do ano. Assim, pretendeu-se explorar os aspetos da PE vividos pelos estudantes locais e deslocados de Montevidéu (Uruguai), Pádua (Itália), e Lisboa/Portugal, durante o inverno e o verão, através de uma análise comparativa. Neste sentido, a presente dissertação de mestrado inclui dois estudos, ambos baseados na realização de um inquérito aos estudantes de ensino superior e nas respetivas respostas aos questionários utilizados, os quais abrangeram vários aspetos relacionados com a PE. O primeiro examinou as perceções de PE dos estudantes universitários de Montevidéu, Lisboa, e Pádua, considerando os estudantes locais e de intercâmbio, enquanto o segundo centrou-se nos estudantes, locais e deslocados, do ensino superior de Portugal Continental, explorando a sua vulnerabilidade à PE em quatro das suas regiões. Ambos os estudos revelaram como a diversidade de origens, as condições de habitação e as disparidades regionais podem influenciar as perceções, experiências e vulnerabilidade dos estudantes do ensino superior à PE. A primeira investigação associou a vulnerabilidade à PE a problemas de alojamento, nomeadamente, evidentes durante o inverno em Lisboa e em Montevidéu, em contraste com as condições de alojamento mais satisfatórias em Pádua. Segundo as conclusões dos dois estudos, há uma necessidade urgente de abordar a PE junto com a população estudantil portuguesa de ensino superior. Além disso, a segunda investigação revelou os desafios substanciais enfrentados por esta população, em especial, por parte dos estudantes deslocados e dos que vivem no setor privado de arrendamento. Desta forma, os decisores políticos e as instituições devem ter em conta este conhecimento para atribuir recursos de forma eficaz e implementar intervenções dirigidas a esta população. Estes esforços podem melhorar as condições de vida dos estudantes, aumentar a consciencialização sobre a PE e garantir que a PE não impede indevidamente as suas atividades educativas.
A Pobreza Energética (PE) é uma questão premente que afeta um número significativo de pessoas e é influenciada por vários fatores, incluindo as condições de habitação, a composições do agregado familiar, a literacia energética e as alterações climáticas. Alguns grupos são mais vulneráveis à PE do que outros, como os estudantes, que têm um risco elevado de cair numa situação de PE devido a vários fatores, como a falta de conhecimento de medidas de eficiência energética, rendimentos baixos ou despesas energéticas elevadas. Apesar deste grupo não ser, muitas vezes, um alvo direto dos decisores políticos, e não ser amplamente considerado como um grupo vulnerável, a PE é uma questão crítica para este grupo, uma vez que se cruza com o seu percurso educativo, saúde e bem-estar geral. Embora a PE seja um problema comum, conhecido por poder variar entre regiões, não se sabe como a situação de PE pode diferir entre estudantes locais e deslocados e como isso interage com a estação do ano. Assim, pretendeu-se explorar os aspetos da PE vividos pelos estudantes locais e deslocados de Montevidéu (Uruguai), Pádua (Itália), e Lisboa/Portugal, durante o inverno e o verão, através de uma análise comparativa. Neste sentido, a presente dissertação de mestrado inclui dois estudos, ambos baseados na realização de um inquérito aos estudantes de ensino superior e nas respetivas respostas aos questionários utilizados, os quais abrangeram vários aspetos relacionados com a PE. O primeiro examinou as perceções de PE dos estudantes universitários de Montevidéu, Lisboa, e Pádua, considerando os estudantes locais e de intercâmbio, enquanto o segundo centrou-se nos estudantes, locais e deslocados, do ensino superior de Portugal Continental, explorando a sua vulnerabilidade à PE em quatro das suas regiões. Ambos os estudos revelaram como a diversidade de origens, as condições de habitação e as disparidades regionais podem influenciar as perceções, experiências e vulnerabilidade dos estudantes do ensino superior à PE. A primeira investigação associou a vulnerabilidade à PE a problemas de alojamento, nomeadamente, evidentes durante o inverno em Lisboa e em Montevidéu, em contraste com as condições de alojamento mais satisfatórias em Pádua. Segundo as conclusões dos dois estudos, há uma necessidade urgente de abordar a PE junto com a população estudantil portuguesa de ensino superior. Além disso, a segunda investigação revelou os desafios substanciais enfrentados por esta população, em especial, por parte dos estudantes deslocados e dos que vivem no setor privado de arrendamento. Desta forma, os decisores políticos e as instituições devem ter em conta este conhecimento para atribuir recursos de forma eficaz e implementar intervenções dirigidas a esta população. Estes esforços podem melhorar as condições de vida dos estudantes, aumentar a consciencialização sobre a PE e garantir que a PE não impede indevidamente as suas atividades educativas.
Descrição
Palavras-chave
Energy Poverty Higher Education Students Lived Experience Housing Survey
