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Resumo(s)
Energy poverty is a growing multidimensional concern worldwide, with children and young people particularly vulnerable. This age group spends a significant amount of time in both their houses and school buildings. Still, there has been little research on the dual vulnerability to inadequate thermal comfort conditions in these two environments. In Portugal, the expo-sure to inadequate thermal comfort in school buildings varies due to disparities in renovation efforts: while some schools have undergone renovations to improve thermal comfort, others have not. This work aims to assess upper secondary school students’ perception of energy poverty at home and thermal comfort inside classrooms. The study employed two comple-mentary components: surveys of a statistically significant sample of students from one reno-vated and one non-renovated schools located in the Lisbon district for a more focused insight, and surveys from students from different schools across Portugal, to have a more exploratory perspective. The first segment of the methodology was complemented with interviews and surveys with other school stakeholders to understand their perceptions of this issue. The re-sults indicate that between 4.2-14% of students live in permanent discomfort (uncomfortable both in school and at home). Despite the discomfort still observed in students from the reno-vated school, it is possible to say that the renovation attenuated this. Students with health conditions and disadvantaged backgrounds were more likely to report discomfort than those who did not. This study raises awareness of a vulnerable group and underscores the im-portance of studying energy poverty and thermal comfort at the local level, considering the variations between schools, socio-demographics, and climatic zones. This study provides val-uable insights into the issue of energy poverty among young people. It addresses the need to incorporate this age group in energy-related policies, to involve the students in the decision process regarding the classroom' temperature and that schools are places that may serve as a refuge from energy poverty to this age group.
Pobreza energética é uma problemática multidimensional, com crianças e jovens entre os gru-pos particularmente vulneráveis. Este grupo passa a maior parte do seu tempo no interior de edifícios (em casa e na escola) mas nenhuma investigação foi feita na dupla vulnerabilidade ao fraco conforto térmico destes dois ambientes. Em Portugal, a exposição ao desconforto tér-mico em edifícios escolares ocorre de forma díspar ao longo de todo o território, devido às assimetrias na renovação dos edifícios escolares. O objetivo deste trabalho é averiguar a per-ceção dos estudantes do ensino secundário sobre pobreza energética e conforto térmico na escola. Com esse intuito, foram utilizadas duas metodologias complementares: inquéritos em duas escolas (renovadas e não renovadas, localizadas no distrito de Lisboa) com populações estatisticamente significantes, para uma perspetiva mais direcionada do assunto, e inquéritos a alunos de várias escolas do país, de modo a ter uma perspetiva mais exploratória e abran-gente do assunto. O primeiro segmento foi complementado com entrevistas e inquéritos a ou-tros intervenientes, de modo a ter uma perspetiva integrada do assunto. Os resultados expõem que viver em desconforto permanente é uma realidade para entre 4.2%-14% dos jovens. Ape-sar do desconforto ainda sentido nas escolas renovadas, é possível afirmar que a renovação contribuiu para atenuar este problema. Fatores como a saúde ou a condição financeira levam a que alguns grupos de jovens sejam mais propícios a reportar desconforto que outros. Este estudo sublinha a importância de estudar pobreza energética e conforto térmico em jovens à escala local, considerando as variações entre escolas, sociodemográficas e climáticas. Realça ainda a importância de incluir este grupo nas políticas de pobreza energética, de os envolver nas decisões face à temperatura da sala de aula. Por último, proporciona um novo olhar sobre as escolas como lugares importantes para atenuar os impactes da pobreza energética neste grupo etário.
Pobreza energética é uma problemática multidimensional, com crianças e jovens entre os gru-pos particularmente vulneráveis. Este grupo passa a maior parte do seu tempo no interior de edifícios (em casa e na escola) mas nenhuma investigação foi feita na dupla vulnerabilidade ao fraco conforto térmico destes dois ambientes. Em Portugal, a exposição ao desconforto tér-mico em edifícios escolares ocorre de forma díspar ao longo de todo o território, devido às assimetrias na renovação dos edifícios escolares. O objetivo deste trabalho é averiguar a per-ceção dos estudantes do ensino secundário sobre pobreza energética e conforto térmico na escola. Com esse intuito, foram utilizadas duas metodologias complementares: inquéritos em duas escolas (renovadas e não renovadas, localizadas no distrito de Lisboa) com populações estatisticamente significantes, para uma perspetiva mais direcionada do assunto, e inquéritos a alunos de várias escolas do país, de modo a ter uma perspetiva mais exploratória e abran-gente do assunto. O primeiro segmento foi complementado com entrevistas e inquéritos a ou-tros intervenientes, de modo a ter uma perspetiva integrada do assunto. Os resultados expõem que viver em desconforto permanente é uma realidade para entre 4.2%-14% dos jovens. Ape-sar do desconforto ainda sentido nas escolas renovadas, é possível afirmar que a renovação contribuiu para atenuar este problema. Fatores como a saúde ou a condição financeira levam a que alguns grupos de jovens sejam mais propícios a reportar desconforto que outros. Este estudo sublinha a importância de estudar pobreza energética e conforto térmico em jovens à escala local, considerando as variações entre escolas, sociodemográficas e climáticas. Realça ainda a importância de incluir este grupo nas políticas de pobreza energética, de os envolver nas decisões face à temperatura da sala de aula. Por último, proporciona um novo olhar sobre as escolas como lugares importantes para atenuar os impactes da pobreza energética neste grupo etário.
Descrição
Palavras-chave
Energy Poverty Thermal Comfort Upper Secondary Education Portugal
