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Orientador(es)
Resumo(s)
Temos vindo a assistir no ocidente, na sequência de um processo de
reestruturação produtiva à escala global, à proliferação de estratégias de regeneração urbana de base cultural que têm nas fábricas criativas uma das suas manifestações mais recentes. Advogando uma mudança de paradigma ao nível do trabalho e do
desenvolvimento económico a partir da promoção das designadas indústrias criativas,
estes novos usos económicos do património industrial têm proliferado em Portugal,
particularmente no norte do país, por iniciativa municipal e recurso a programas de
financiamento europeu. Considerando a precarização laboral crescente e a forma
como esta «viragem criativa» tem sido associada aos discursos de empreendedorismo
na promoção de flexibilidade laboral, este projeto propõe olhar para as atuais
transformações do trabalho à luz da figura do artista, questionando até que ponto este
se assume atualmente como modelo ideal de trabalho perante o sistema económico
vigente. Para tal, recorre-se às fábricas criativas como dispositivo epistemológico,
enquanto lugares fortemente enraizados na memória coletiva da população em que se
inserem, e às duas vidas que estas encerram. O presente trabalho foi desenvolvido a
partir do caso específico de requalificação da antiga Fábrica de Fiação e Tecidos
de Santo Tirso, sendo constituído por duas partes, memória escrita e filme.
Descrição
Palavras-chave
Indústria Trabalho Criatividade Fábricas critivas Reestruturação produtiva Antropologia visual Santo Tirso (Portugal) Industry Work Creativity Creative factories Visual antropology
