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A Antropologia e o Invisível. A descolonização do pensamento antropológico através da poesia

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Resumo(s)

Começando com uma pergunta — como conhecer aquilo que é invisível nas relações? —, “Antropologia e o invisível, a descolonização do pensamento antropológico através da poesia” aponta na direcção de um fazer antropológico que, em contextos de estudo especialmente desafiantes porque invisíveis, deixe de procurar na figura do Outro as semelhanças com o Mesmo e que, em vez disso, tente integrá-lo, multiplicando o próprio mundo, fazendo deslocações contínuas através de mundos outrem como início da escrita de outras hipóteses do mundo, feitas de outras imagens que não as nossas. Além de todos os seus poemas, em Photomaton & Vox, Herberto Helder deixa um caminho possível daquilo que são os movimentos do poeta no mundo. Segundo este trabalho, esses movimentos estão cosmicamente alinhados àqueles do xamã e, numa outra camada de sentido, àqueles que poderiam ser os da/o antropóloga/o e do seu fazer antropologia. É, maioritariamente, através desse livro de ensaios e de Metafísicas Canibais, de Eduardo Viveiros de Castro, que se explora o universo do perspectivismo e do xamanismo, de maneira a traçar semelhanças entre o agir-conhecer ameríndio, sempre feito a partir de um corpo, e o modo relacional que a Poesia, de si, imana e emana, para chegarmos a uma Antropologia como metafísica experimental. Assim, mito e poema, enquanto modos de actualização experiência, serão postos lado a lado e, desse modo, seguindo alguns reptos fundamentais de Viveiros de Castro, o devir xamânico e poético, traduzir-se-ão enquanto devir antropológico.

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Palavras-chave

Perspectivismo Multiplicidade Cosmologia ameríndia Devir Metafísica de habitação Poesia Herberto Helder

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