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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Quando Jeremy Soule, compositor para algumas das mais reconhecidas franchises de videojogos (Guild Wars ou The Elder Scrolls), foi acusado de má conduta sexual em 2019, a internet foi palco para múltiplas reacções em diversas frentes. Desde o questionamento da credibilidade das vítimas até à tomada de uma posição neutra enquanto aguardavam por desenvolvimentos futuros, fãs e jogadores fizeram uso de plataformas digitais para expressar preocupação, surpresa, ou dúvida; estas reacções apontam para o capital simbólico significativo que Soule comporta no contexto da música para videojogos. Contudo, estas alegações integraram um fenómeno alargado de sensibilização e exposição pública de práticas abusivas em vários contextos laborais na indústria dos videojogos, trazendo à luz uma discussão urgente sobre sexismo e abusos contra mulheres e profissionais de identidades não-binárias nestas áreas, levantando assim questões pertinentes relativas ao feedback e recepção dos utilizadores. Nesta comunicação, pretendo discutir os possíveis impactos destas acusações na relação entre a música de Soule e os utilizadores, em particular na comunidade de modding, incluindo a sua visão geral sobre o envolvimento afectivo pessoal com os jogos, de modo a examinar a profunda ligação entre música, interactividade, autoria e identidades “gamer”.
Descrição
UIDB/00693/2020
UIDP/00693/2020
