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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Surgical excision combined with chemotherapy with Cisplatin and its analogues is the
main treatment for ovarian cancer. Although it is effective as first-line regime, 75% of
the patients can experience recurrence and secondary effects, becoming vulnerable to
develop resistance to chemotherapy and death.
The unique biological properties of camphorimine complexes based on different metal
sources such as CuCl, CuCl2, Ag(NO3), Ag(OAc) and KAu(CN)2 anticipate their potential
use as alternative to Cisplatin based therapies. The biological activity of silver camphorimine
complexes against Cisplatin sensitive A2780 and Cisplatin resistant A2780cisR ovarian
cancer cells have been previously described and the results obtained revealed that
those complexes displayed higher activity than Cisplatin in the ovarian cancer cells and
low toxicity in non-tumoral HEK 293 (human embryonic kidney) cells.
Encouraged by such results, the biological effects of different metals on the properties
of camphorimine complexes were investigated in order to evaluate their potential therapeutic
value. The cytotoxic activity of these complexes, their cellular uptake, cellular
distribution and mechanism of action in OVCAR3 ovarian cancer cells were assessed.
Due to their high sensitivity in the detection of metals, ion beam techniques alone or
combined in nuclear microscopy, were used to quantitatively evaluate the cellular uptake
of the metal of interest and obtain images with micrometric resolution of the elemental
distributions in single cells. The results indicate that the low cellular uptake of copper
by OVCAR3 cells can explain the lower cytotoxicity of these complexes in relation to
silver and gold analogues. Results highlight the importance of characterizing the cellular
uptake and distribution in cells to have clues to the cellular targets and the mechanisms
of action.
No tratamento do cancro do ovário, o plano terapêutico normalmente usado em contexto clínico inclui cirurgia combinada com ciclos de quimioterapia com Cisplatina ou compostos análogos. Este tratamento é inicialmente eficaz, mas 75% dos pacientes experiencia reincidência e efeitos secundários que os tornam mais vulneráveis ao desenvolvimento de resistência ao efeito da Cisplatina e eventualmente, à morte. As propriedades biológicas de complexos metálicos de Cu(I), Cu(II), Ag(I) e Au(I) com ligandos de canforiminas revelaram o potencial de alguns desses complexos para serem usados para fins terapêuticos em alternativa à Cisplatina. De facto, em estudos anteriores, a atividade biológica de complexos de prata com ligandos de canforiminas demonstrou ser promissora. Estes compostos revelaram maior atividade citotóxica do que a Cisplatina em relação a células cancerígenas do ovário e baixa toxicidade para células não tumorais HEK 293. Estes resultados encorajaram os estudos desta dissertação. Os efeitos biológicos dos diferentes complexos metálicos com ligandos de canforiminas, foram estudados para avaliar o seu potencial terapêutico, nomeadamente, a atividade citotóxica destes complexos, a captação e distribuição celular e ainda, o mecanismo de ação nas células OVCAR3 do cancro do ovário. Por apresentarem elevada sensibilidade na detecção de metais, técnicas de feixe de iões, isoladamente ou combinadas em microscopia nuclear foram utilizadas para avaliar quantitativamente a absorção celular do metal de interesse e obter imagens com resolução micrométrica das distribuições elementares em células isoladas. Os resultados indicam que a baixa captação (uptake) celular de cobre pelas células OVCAR3 pode explicar a menor citotoxicidade destes complexos em relação aos análogos de prata e ouro com os mesmos ligandos. Os resultados realçam a importância de caracterizar o uptake e a distribuição celular nas células para se obter indicações sobre os alvos celulares e os mecanismos de ação.
No tratamento do cancro do ovário, o plano terapêutico normalmente usado em contexto clínico inclui cirurgia combinada com ciclos de quimioterapia com Cisplatina ou compostos análogos. Este tratamento é inicialmente eficaz, mas 75% dos pacientes experiencia reincidência e efeitos secundários que os tornam mais vulneráveis ao desenvolvimento de resistência ao efeito da Cisplatina e eventualmente, à morte. As propriedades biológicas de complexos metálicos de Cu(I), Cu(II), Ag(I) e Au(I) com ligandos de canforiminas revelaram o potencial de alguns desses complexos para serem usados para fins terapêuticos em alternativa à Cisplatina. De facto, em estudos anteriores, a atividade biológica de complexos de prata com ligandos de canforiminas demonstrou ser promissora. Estes compostos revelaram maior atividade citotóxica do que a Cisplatina em relação a células cancerígenas do ovário e baixa toxicidade para células não tumorais HEK 293. Estes resultados encorajaram os estudos desta dissertação. Os efeitos biológicos dos diferentes complexos metálicos com ligandos de canforiminas, foram estudados para avaliar o seu potencial terapêutico, nomeadamente, a atividade citotóxica destes complexos, a captação e distribuição celular e ainda, o mecanismo de ação nas células OVCAR3 do cancro do ovário. Por apresentarem elevada sensibilidade na detecção de metais, técnicas de feixe de iões, isoladamente ou combinadas em microscopia nuclear foram utilizadas para avaliar quantitativamente a absorção celular do metal de interesse e obter imagens com resolução micrométrica das distribuições elementares em células isoladas. Os resultados indicam que a baixa captação (uptake) celular de cobre pelas células OVCAR3 pode explicar a menor citotoxicidade destes complexos em relação aos análogos de prata e ouro com os mesmos ligandos. Os resultados realçam a importância de caracterizar o uptake e a distribuição celular nas células para se obter indicações sobre os alvos celulares e os mecanismos de ação.
Descrição
Palavras-chave
Ovarian cancer camphor derivatives camphorimine metal complexes cellular uptake anticancer activity
