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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Invasive fungal infections are a major healthcare problem. In these diseases, the fungus
enters the bloodstream and can affect any organ, causing serious hard-to-treat infections that are
associated with high mortality rates. The first line of treatment for many invasive fungal infections is
fluconazole, the most prescribed antifungal drug in the world. However, the fungistatic, rather than
fungicidal, nature of this drug has fostered the emergence of resistant clinical isolates. To overcome
this problem, great efforts have been made to fully understand the fungal response to fluconazole.
In this work, we show that in Candida glabrata, one of the most prevalent fungal species
causing nosocomial invasive infections, the transcription factor Zap1 is important for yeast growth
under zinc-limited conditions. We also demonstrate that Zap1 down-regulates biofilm formation.
Moreover, in line with our group’s previous work, showing that deletion of ZAP1 renders cells more
sensitive to fluconazole, we found that the mutant CgΔzap1 accumulates higher levels of fluconazole,
which correlates well with its lower levels of ergosterol. Surprisingly, we observed that Zap1 is a
negative regulator of the drug efflux transporter gene CDR1 and of its regulator, PDR1. The apparent
paradox of drug accumulation in cells where genes encoding transporters relevant for drug extrusion
are being overexpressed, led us to test if their activity could be impaired. Our results indicate that
Zap1-depleted cells present, in addition to decreased ergosterol levels, altered composition of
membrane phospholipids, which together should impact membrane function and therefore prevent
fluconazole detoxification.
Overall, this study brings to light the multifaceted transcription factor Zap1 as an important hub
in Candida glabrata response to zinc deficiency, biofilm formation and fluconazole detoxification.
As infeções fúngicas invasivas são um problema de saúde preocupante, principalmente no meio hospitalar. Nestas doenças infeciosas, o fungo entra na corrente sanguínea e pode afetar qualquer órgão. Sendo infeções graves e de difícil tratamento que estão geralmente associadas a elevadas taxas de mortalidade. O tratamento de primeira linha para as infeções fúngicas invasivas é o fluconazol, um dos antifúngico mais prescrito mundialmente. No entanto, a sua natureza fungistática, em vez de fungicida, tem favorecido o aparecimento de isolados clínicos resistentes. De forma a superar este problema, têm sido envidados grandes esforços para compreender a resposta dos fungos ao fluconazol. Neste trabalho mostramos que, em Candida glabrata, uma das espécies fúngicas mais prevalentes em infeções invasivas nosocomiais, o fator de transcrição Zap1 é necessário para o seu crescimento em condições de deficiência de zinco. Demonstramos também que Zap1 é um regulador negativo da formação de biofilmes. Corroborando trabalhos anteriores do nosso grupo, onde se observou que a deleção de ZAP1 torna as células mais sensíveis ao fluconazol, verificámos ainda que o mutante CgΔzap1 acumula mais fluconazol e apresenta níveis menores de ergosterol. Surpreendentemente, observámos que Zap1 é um regulador negativo do transportador de efluxo de drogas CDR1 e do seu regulador, PDR1. O aparente paradoxo da acumulação da droga em células onde transportadores relevantes para a sua extrusão estão a ser sobrexpressos, levou-nos a considerar que a atividade destes poderia estar afectada. Corroborando esta hipótese, constatámos que células sem Zap1 apresentam, além da diminuição dos níveis de ergosterol, uma composição de fosfolipídios membranares alterada que, em conjunto, poderão afetar a função da membrana prejudicando a desintoxicação de fluconazol. Em suma, provamos que, em Candida glabrata, o fator de transcrição Zap1 é um regulador multifacetado, cuja função engloba a adaptação à deficiência de zinco, formação de biofilmes e desintoxicação de fluconazol.
As infeções fúngicas invasivas são um problema de saúde preocupante, principalmente no meio hospitalar. Nestas doenças infeciosas, o fungo entra na corrente sanguínea e pode afetar qualquer órgão. Sendo infeções graves e de difícil tratamento que estão geralmente associadas a elevadas taxas de mortalidade. O tratamento de primeira linha para as infeções fúngicas invasivas é o fluconazol, um dos antifúngico mais prescrito mundialmente. No entanto, a sua natureza fungistática, em vez de fungicida, tem favorecido o aparecimento de isolados clínicos resistentes. De forma a superar este problema, têm sido envidados grandes esforços para compreender a resposta dos fungos ao fluconazol. Neste trabalho mostramos que, em Candida glabrata, uma das espécies fúngicas mais prevalentes em infeções invasivas nosocomiais, o fator de transcrição Zap1 é necessário para o seu crescimento em condições de deficiência de zinco. Demonstramos também que Zap1 é um regulador negativo da formação de biofilmes. Corroborando trabalhos anteriores do nosso grupo, onde se observou que a deleção de ZAP1 torna as células mais sensíveis ao fluconazol, verificámos ainda que o mutante CgΔzap1 acumula mais fluconazol e apresenta níveis menores de ergosterol. Surpreendentemente, observámos que Zap1 é um regulador negativo do transportador de efluxo de drogas CDR1 e do seu regulador, PDR1. O aparente paradoxo da acumulação da droga em células onde transportadores relevantes para a sua extrusão estão a ser sobrexpressos, levou-nos a considerar que a atividade destes poderia estar afectada. Corroborando esta hipótese, constatámos que células sem Zap1 apresentam, além da diminuição dos níveis de ergosterol, uma composição de fosfolipídios membranares alterada que, em conjunto, poderão afetar a função da membrana prejudicando a desintoxicação de fluconazol. Em suma, provamos que, em Candida glabrata, o fator de transcrição Zap1 é um regulador multifacetado, cuja função engloba a adaptação à deficiência de zinco, formação de biofilmes e desintoxicação de fluconazol.
Descrição
Palavras-chave
Zap1 fluconazole drug efflux Cdr1 Pdr1 zinc
