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Orientador(es)
Resumo(s)
O desenvolvimento verificado nos processos de produção agrícola e industrial originou
o aparecimento e acumulação de vários poluentes, como os compostos desreguladores
endócrinos, os quais podem ser encontrados em diversos produtos como: plásticos,
fitofarmacêuticos e compostos orgânicos, podendo os seus efeitos serem também
provocados por metais pesados. Podem ainda, ter origem natural, como os
fitoestrogéneos. Assim, a exposição a estes compostos pode materializar-se por diversas
vias, das quais se destaca a alimentação.
Ao interagir com o sistema endócrino, aqueles compostos podem originar efeitos
noutros sistemas, nomeadamente no reprodutivo, imunológico e neurológico, para além
de poderem ter efeitos cancerígenos, bem como contribuir para a obesidade. O aumento
da incidência de cancros, como da mama e dos testículos, tem levado a uma
preocupação crescente sobre a exposição in utero àqueles compostos e durante fases
chave do desenvolvimento.
Analisando três estudos, sobre os mencionados tipos de cancro, observou-se uma maior
incidência nos países do Norte da Europa, assim como em grupos etários específicos.
Comparando os dados de Portugal com a Europa, para 1997, observou-se uma menor
incidência no nosso País.
Por outro lado, a Comissão Europeia adoptou medidas que se baseiam no controlo de
risco referente à exposição a estes compostos, através de três fases: identificação,
avaliação e gestão do risco. Legislação Comunitária, como a Directiva-Quadro da Água
ou respeitante ao controlo de compostos químicos, contribuem também para reduzir a
exposição a compostos desreguladores endócrinos.
