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Orientador(es)
Resumo(s)
O mercado da biomassa florestal tem vindo a desenvolver-se bastante nos últimos
anos na Europa. Portugal, apesar de ter um desenvolvimento considerável através
da sua indústria florestal, apenas nos últimos anos começa a encarar as
oportunidades que este recurso pode oferecer. Através de um concurso público
lançado em 2006, a meta para a produção de electricidade a partir de biomassa
florestal foi estabelecida em 250 MWe, sendo anteriormente de 150 MWe.
O presente trabalho tem três objectivos: 1) quantificar a produção de biomassa
florestal residual nos concelhos de Almeirim, Alpiarça e Chamusca; 2) analisar a
disponibilidade de biomassa florestal para quatro locais seleccionados no distrito de
Santarém e para duas centrais em funcionamento (CAIMA e Pego); e 3) avaliar a
viabilidade económica da co-combustão de biomassa florestal com carvão na
central do Pego.
A produção de biomassa florestal nos três concelhos estudados foi estimada em 30
601 a 35 585 toneladas secas por ano. O contributo real para as necessidades
anuais em biomassa é de 2-17%, 16-23% e 5-11% para as centrais de Rio Maior,
CAIMA e Pego, respectivamente, admitindo um preço da biomassa de 25,4 €/t (45%
de humidade). Estimou-se ainda que a co-combustão de biomassa na central do
Pego é atractiva para custos de licença de emissão a partir de 16 €/tCO2 e para
preços de biomassa florestal residual inferiores a 30 €/t (45% de humidade).
