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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A fotografia tem sido utilizada desde a sua génese como uma ferramenta performativa para a autorepresentação
identitária, servindo para criar reflexivamente uma imagem idealizada do self, através de
mecanismos retóricos que lhe são próprios. Seja através da representação directa ou não, a fotografia
quando em contextos comunicacionais e narrativos oferece sempre uma construção identitária do
criador destas imagens, ao tornar visível as suas escolhas de estilo de vida.
A memória desempenha também um importante papel nas práticas fotográficas, permitindo que
estas imagens inertes participem na criação de narrativas pessoais e salvando das incertezas da mente
humana os momentos fugazes da nossa existência. Visto como mais objectiva, a fotografia funciona
prova de algo ou da existência de alguém, parecendo residir nesta capacidade apodítica o seu maior
valor, a despeito do seu inevitável enviesamento ideológico.
A fotografia é também forçosamente um artefacto social, obedecendo a regras e convenções que
lhe são implícitas e que moldam-na, assim como à leitura que os outros farão dela.
Com a introdução da fotografia digital estas práticas massificaram-se e tornaram-se mais baratas,
portáteis e integradas no dia-a-dia, notando-se uma aceleração quer na criação quer na visualização de
imagens e uma maior abertura para a experimentação, aceitando o mundano e o banal como possíveis
objectos de interesse e dando-lhes um destaque até então impensável.
As novas redes sociais, em especial o Instagram, vieram alargar consideravelmente o número de
fotógrafos e expandir as possibilidades da fotografia vernacular, tornando necessário reavaliar estas
questões à luz das novas práticas fotográficas que este instaurou.
Descrição
Palavras-chave
Fotografia Digital Auto-representação Identidade Internet Redes-sociais
