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Orientador(es)
Resumo(s)
A presente tese tem como objeto de estudo o Mosteiro de Nossa Senhora de Aracoeli, construído no castelo de Alcácer do Sal, parecendo a quem o olhava de longe, um verdadeiro “altar do céu”. Aproveitou as ruínas da antiga sede mestral da Ordem de Santiago que, por sua vez reutilizara já estruturas de povos que aí, anteriormente, tinham habitado. Cenóbio fundado por Rui Salema e Catarina Sotomaior, sua mulher, no século XVI, foi confiado à Ordem de Santa Clara, segundo a Regra Urbanista. A religiosa entrava menina no mosteiro e aí, em clausura, permanecia até ao fim. A investigação desenvolvida abarca todo o período de vida do mosteiro, desde o seu processo de fundação que, durando mais de uma década, se concluiu em 1573, e o ano de 1874, data da morte da última religiosa, o que originou, de forma automática, a supressão desta casa conventual e a integração dos seus bens no Estado. A escolha dos limites temporais não foi aleatória, uma vez que permite estudar e acompanhar um cenóbio feminino desde o início até à extinção, uma oportunidade nem sempre possível e/ou realizada. Pretendeu-se analisar esta comunidade de mulheres a fim de responder a três questões distintas, mas complementares: Como se organizava e caracterizava a comunidade de Aracoeli? Como era o espaço edificado onde as religiosas residiam? Como era o quotidiano das freiras? A prossecução destes objetivos também não foi fortuita, pois possibilitam uma reflexão, entre outros aspetos, sobre o reaproveitamento e a vivência de um espaço arquitetónico masculino por uma ordem feminina de clausura. A estrutura do presente trabalho organiza-se em cinco capítulos que procuram responder às questões referidas anteriormente. No primeiro apresentam-se as disponibilidades documentais para o estudo deste cenóbio, analisando as suas potencialidades e limitações. Dedica-se o capítulo seguinte a apresentar e contextualizar o processo fundacional do mosteiro. Procura-se, depois, no capítulo terceiro estudar a comunidade que habitou esta casa, percebendo o quadro normativo em que se movimentou e a efetiva relação entre o ideal e a vida concreta das religiosas. Observa-se ainda a forma como se organizou e funcionou o governo da comunidade, assim como a relação das religiosas com os franciscanos que as tutelavam, visitavam e assistiam espiritualmente. Segue-se, no capítulo quarto, a análise do espaço edificado onde a vida quotidiana das religiosas se desenrolava, sendo precedida por uma breve abordagem do seu património, como os bens e rendas que garantiam o sustento das freiras. O capítulo quinto, concentrado na vida quotidiana, centra-se nos momentos de oração e de trabalho, nos processos de abastecimento e na alimentação da comunidade e ainda, na vivência da doença e da morte. Um curto epílogo encerra este itinerário, ao apresentar o processo de extinção do mosteiro.
Descrição
Palavras-chave
História Religiosa História Moderna História das Mulheres Ordem de Santa Clara Espiritualidade Feminina Religious History Modern History Gender History Order of Saint Claire Women’s Spirituality
