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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A Fibrilhação Auricular é uma alteração do ritmo cardíaco designada por arritmia. Esta patologia
é considerada a forma de arritmia mais frequentemente observada na prática clínica e
que constitui uma importante causa de morbilidade pelo risco inerente de desenvolvimento de
AVC. Em 2010 foi realizado um estudo epidemiológico na população Portuguesa com o objectivo
determinar a prevalência de Fibrilhação Auricular na população portuguesa com idade
igual ou superior a 40 anos, sob o acrónimo de FAMA. Os dados publicados indicaram uma
estimativa de prevalência de 2,5%, com um aumento da prevalência em função da classe etária.
A nível regional não foram observadas diferenças na taxa de prevalência. Estudos de
mapeamento de doenças mostraram que a determinação de taxas de prevalência por região,
quando o número de casos observados é relativamente baixo, apresentam sobredispersão e,
consequentemente, uma falta de precisão nas estimativas obtidas através um método frequencista
clássico. A utilização de modelos Bayesianos hierárquicos no mapeamento de doenças
tem apresentado vantagem na estimação de valores de risco da doença comparativamente à
abordagem clássica. Assim, é objectivo deste trabalho determinar a prevalência de Fibrilhação
Auricular na população Portuguesa por região, ao nível da NUTS III, usando modelos hierárquicos
Bayesianos.
Os dados utilizados neste estudo são os dados referentes ao estudo FAMA, pós-estratificados
para correcção dos ponderadores. O modelo Bayesiano proposto por Besag, York e Mollié
(1991) foi usado para modelar os dados, covariando para a idade e índice de massa corporal.
A revisão do desenho do estudo e o recálculo dos ponderadores foi realizado com recurso ao
software R, survey, e a análise Bayesiana efectuada através do WinBugs.
iii
Os resultados deste estudo demonstram que o uso de modelos Bayesianos são uma melhor
opção para a estimação de valores risco relativo e prevalência da doença. Contudo, a
utilização de covariáveis não resultou numa melhoria considerável ao contrário do que seria
esperado. Conclui-se que a Fibrilhação Auricular apresenta variações regionais significativas,
a nível de NUTS III, que não devem ser desvalorizadas na determinação de políticas de saúde pública para controle da doença.
Descrição
Palavras-chave
Fibrilhação Auricular Prevalência Modelos Hierárquicos Bayesianos Fully Bayesian Modelos CAR
