Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

A Cultura Visual da Medicina e os prodígios da fotografia

Utilize este identificador para referenciar este registo.

Orientador(es)

Resumo(s)

Deus fez a luz, mas, até ao aparecimento da fotografia, nada tinha sido possível fazer com ela, ou assim se pensava no século XIX e no início do século XX. A reflexão que acompanha a descoberta da técnica fotográfica e o seu uso na medicina, e que mais tarde se haveria de estender igualmente à radiologia e ao cinema, veiculava esse sentimento de prodígio relativamente a tudo quanto ela punha à disposição da exploração técnica e da demanda cognitiva. Enquanto tecnologia que conseguia dominar a própria luz, a fotografia veio a ser percebida como o instrumento derradeiro para a ciência e a arte médica. O presente texto recolhe três casos exemplares da História da Cultura Visual da Medicina em Portugal, designadamente no âmbito da Psiquiatria (a imagem fotográfica dos estigmas), da Medicina Forense (a técnica do “bertillonage”) e da Dermatologia (a imagem fotográfica de lesões na pele). Enquanto tecnologia baseada na luz que desempenhou um tão considerável papel na história da Cultura Visual da Medicina, a fotografia médica surgiu e desenvolveu-se no cruzamento da técnica, da ciência e das artes visuais e foi claramente percebida como um dos principais agentes que providenciou o estatuto laboratorial da moderna Medicina científica.

Descrição

UID/CCI/04667/2016

Palavras-chave

Técnica Fotografia Cultura visual Medicina

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), Universidade do Minho

Licença CC