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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em Valladolid era publicado, em 1529, o Libro llamado Relox de Príncipes, da
autoria de fr. Antonio de Guevara, iniciando-se “[...] la más fantástica carrera y
reputación literaria del siglo XVI, tanto dentro como fuera de España [...]” (Márquez
Villanueva e Redondo 173). A história do Relox de Príncipes encontra-se
intimamente ligada à edição, cerca de um ano antes, em Sevilha, nos prelos de Jacobo
Cromberger, sem nome de autor, do Libro Áureo de Marco Aurelio, também da
autoria de Guevara. Com efeito, a parte mais importante desta obra impressa em 1528
viria a integrar a publicação “oficial” de 1529, facto que originaria uma persistente
confusão entre ambas, até porque aquela que pode considerar-se a versão primitiva, o
Libro Áureo, apesar do aparente repúdio do autor, continuaria a ser objecto de
sucessivas edições autónomas. Isso mesmo dizia expressamente Antonio de Guevara
no prólogo do Relox de Príncipes, sustentando que a impressão do Marco Aurelio fora
feita sem seu consentimento. Após referir que, a pedido do imperador, que se
encontrava doente na altura, lhe oferecera o manuscrito, incompleto, do Libro Áureo,
Guevara afirmava a sua mágoa por, sem poder controlar esse processo, o manuscrito
ter sido copiado e recopiado na corte pelas mais diversas mãos, e progressivamente
adulterado, publicando-se uma versão na qual ele próprio não se reconhecia.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Antonio Cortijo Ocaña
