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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A auto-organização de nanofibras em forma de favos pelo processo de electrofiação,
tem mostrado enorme interesse a diferentes níveis, principalmente por superar algumas
limitações encontradas nas usuais membranas não tecidas. Esta organização das fibras confere
características únicas aos scaffolds, particularmente promissoras em Engenharia de Tecidos,
nomeadamente em regeneração óssea ou da dentina. O empilhamento destas estruturas,
proporcionado por um colector com depressões, conduz à formação estratificada de espumas
3D, que se assemelha à estrutura do osso trabecular.
Neste trabalho, as estruturas foram produzidas a partir de soluções poliméricas de
policaprolactona (PCL). O efeito que os parâmetros de electrofiação têm na formação dos favos
foi avaliado, assim como a adição de hidroxiapatite (HAp) à solução polimérica. Utilizaram-se
concentrações entre 1 e 7 % m/m de polímero e à de 7 % m/m, incorporou-se 5 e 10 % m/V de
HAp.
As soluções foram analisadas quanto à sua condutividade e viscosidade e as
membranas, quanto à sua composição química e bioactividade.
Foram realizados ensaios de compressão às espumas, tendo-se revelado o
comportamento típico de um sólido celular 3D, com módulo de Young entre 6 e 9 kPa. As
espumas apresentaram porosidade sensivelmente de 94 % e viabilidade celular superior a 80 %.
Descrição
Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em
Engenharia Biomédica
Palavras-chave
Auto-organização Electrofiação Espumas Policaprolactona Hidroxiapatite Engenharia de tecidos
