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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo tem por objetivo estudar a grande pandemia gripal de 1918 no concelho de Lisboa. À omnipresença da fome e da guerra unia-se o pânico da peste e da morte, numa verdadeira sentença apocalíptica. Este trabalho analisa a génese, duração e efeitos da pneumónica na urbe. Examina as medidas profiláticas e as disposições do governo central e local perante esta doença, através da investigação nos registos oficiais (relatórios, assentamentos de óbitos, atas das sessões do município, etc.) e na imprensa da época. Nas páginas dos periódicos perpassa a presença da doença, confirmando o seu impacto avassalador, numa visão diferente e complementar do discurso público. Este estudo traça o quadro funesto da pneumónica na capital da República Portuguesa. Uma gripe que, contra as conclusões e discursos da época, não atingiu equitativamente a população de Lisboa, mas penalizou e provocou maior mortandade (em termos absolutos) nas zonas ribeirinhas, a ocidente e oriente, em freguesias demograficamente representadas pela supremacia da pequena burguesia e do operariado – manifestação da existência de uma geografia social desta pandemia gripal.
Descrição
UIDB/04209/2020
UIDP/04209/2020
Palavras-chave
Pneumónica Gripe Lisboa Mortalidade Poder local
Contexto Educativo
Citação
Editora
Casa de Sarmento - Centro de Estudos do Património
