Logo do repositório
 
A carregar...
Logótipo do projeto
Projeto de investigação

Institute of Contemporary History

Autores

Publicações

Enquanto a bola não começa
Publication . Gonçalves, Gil; Louro, Andreia Fontenete; Santos, Daniel dos; Instituto de História Contemporânea (IHC); CHAM - Centro de Humanidades
Este artigo pretende destacar o papel dos clubes e associações desportivas como espaços de resistência em contextos autoritários, partindo do caso paradigmático de um modesto clube de futebol dos arredores de Lisboa – o Estrela da Amadora. Os vínculos entre desporto e política estão bem documentados. Contudo, essas ligações são usualmente sublinhadas recorrendo a momentos e gestos de grande intensidade dramática, nos quais a insubordinação e o inconformismo são expostos de forma pública e arrojada. Alternativamente, deslocando a nossa atenção para as actividades desenvolvidas por este clube ao longo de uma década, conseguimos apurar as estratégias quotidianas de resistência que este fomentava. A sede social do Estrela, um dos mais relevantes espaços de sociabilidade da cidade da Amadora, albergava uma biblioteca com livros proibidos, sessões de jogo ilegal e manifestações culturais assinadas por alguns dos mais notáveis “subversivos” da época. O próprio boletim do clube era usado para promover debates à margem das suas actividades desportivas, assumindo por vezes tons claramente programáticos. Nada disto era produto do acaso. A partir da década de 1950, a direcção do clube foi assumida por oposicionistas que o usaram como plataforma para “fintar” os constrangimentos impostos pela ditadura à liberdade de expressão e associação. Marcados pelo acossamento assíduo da polícia política e por conflitos com a Igreja, estes anos retratam as possibilidades que a popularização do desporto abria à associação política, especialmente em tempos de repressão. Apesar de ser, nalguns domínios, um caso excepcional, esperamos atestar que o estudo de clubes e associações locais pode revelar uma cultura de resistência que não se encontrava confinada a partidos ou associações políticas tradicionais. Trata-se de explorar um objecto de estudo historiograficamente menorizado, analisando fontes impressas, materiais e orais “esquecidas” no momento de fazer a história da oposição e resistência ao Estado Novo.
The Portuguese Republic at War
Publication . Ribeiro de Meneses, Filipe; Oliveira, Pedro Aires; Departamento de História (DH); Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI); Instituto de História Contemporânea (IHC); Taylor & Francis
During Portugal’s troubled and divisive participation in the First World War, successive governments resorted to emergency powers in order to keep order throughout the country, notably in Lisbon. Considering that in 1926 the army took power through a coup d’état, and that this gave way over time to Salazar’s Estado Novo, it is tempting to establish a causal link between these two sets of events. This article suggests, however, that the repeated suspensions of constitutional guarantees, while damaging to the quality of Portuguese democracy and the long-term prospects of the country’s young republican regime, were by no means a recent departure, having already been a feature of politics during the late constitutional monarchy. The article examines these successive interventions, and their context, as well as a number of possible reasons for their occurrence, noting the existence of a paradox: although usually deployed by a vanguard party, the Democrats, in defence of the embattled republican regime, these moments of constitutional exception did not result (despite claims to the contrary) in a ‘Terror’, since those in authority baulked before any consistent and widespread use of political violence or even the imposition of harsh sentences. Neither did the military – transformed or not by the experience of colonial warfare (this is still to be determined) – seek to impose its will on the civilian authorities during the war years and their immediate aftermath. Ultimately, one must consider with great care Portugal’s political culture, notably the failure to secure widespread popular support for the basic rules that must underpin democratic governance.
Casas con fantasmas
Publication . Ayán, Xurxo; Instituto de História Contemporânea (IHC)
Wooden locks and keys from Corvo Island (Azores, Portugal)
Publication . Carvalho, Luís Mendonça de; Fernandes, Francisca Maria; Nozes, Paula; Figueira, Ana Paula; Nunes, Maria de Fátima; Instituto de História Contemporânea (IHC); Ilia State University, Institute of Botany, Department of Ethnobotany
The Azores Island of Corvo (Portugal) is home to a centuries-old woodworking tradition that has stood the test of time and passed down through generations. Central to this craft is cedro-do-mato [Juniperus brevifolia (Seub.) Antoine], an endemic species of juniper found in the Azores. Artisans on Corvo have honed their skills in working with this and other local woods to create a variety of functional wooden locks characterized by intricate carving techniques and a deep understanding of the material, which allows them to produce durable pieces. Cedro-do-mato is particularly significant, as this wood is prized for its durability, workability, and aromatic properties. This traditional craft reflects the resourcefulness of the island's inhabitants and plays a crucial role in preserving cultural heritage and maintaining a connection to the natural environment. The ongoing practice of this craft serves as a living testament to the sustainable use of local resources and the enduring cultural traditions of Corvo.
A Bacia do rio Trancão
Publication . Estêvão, Florbela; Instituto de História Contemporânea (IHC)

Unidades organizacionais

Descrição

Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

6817 - DCRRNI ID

Número da atribuição

UIDP/04209/2020

ID