Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

As tragédias negras

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
As_Trag_dias_Negras.pdf716.66 KBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Com a série Autorretrato como Homem Branco iniciada em 2010 em Veneza, Kiluanji Kia Henda denuncia a intricada relação entre capitalismo e colonialismo. Ao subverter a “raça” expectável do protagonista da peça teatral O Mercador de Veneza (The Merchant of Venice, c. 1596-1599) de William Shakespeare, o artista angolano presta homenagem a todos os africanos escravizados que, embora sonegados pela História, contribuíram inegavelmente para a construção e florescimento económico daquela cidade. Tendo como pano de fundo Casa do Alentejo (Palácio Alverca), em Lisboa, A Sina de Otelo (2013) - série de fotografias que prolonga o projeto supramencionado – dá-nos uma leitura alternativa sobre A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza (c. 1603- 1604) à luz da crítica pós-colonialista que, nas últimas décadas, a peça de Shakespeare tem sido sujeita mediante um profundo questionamento das relações entre “raça”, poder e discurso. Denunciando, em cinco actos, uma estrutural “objectificação” (no sentido de uma feminização e subalternização) do sujeito colonizado, na versão de Kia Henda a personagem de Shakespeare incarna a pose feminina da tradição do Nu académico, terminando reduzido a mera “peça” de banquete para consumo da plateia que o envolve naquele magnânimo salão de festas.

Descrição

UID/00417/2025 https://doi.org/10.54499/UID/00417/2025

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Kotter Editorial

Licença CC