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Exploring the role of genomic literacy on breast cancer prevention

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ABSTRACT - Background: Breast cancer is the most common cancer and one of the leading causes of cancer-related mortality among women in Portugal. Mammography screening has been shown to reduce breast cancer mortality, but participation rates remain low due to barriers such as fear, lack of knowledge, logistical challenges, and health literacy. Recently, the concept of genomic literacy has emerged; however, its specific influence on preventive behaviors, including breast cancer screening adherence, has not been explored. This study aims to examine the association between genomic literacy and breast cancer screening among women in Portugal, while also considering other factors such as health literacy, sociodemographic characteristics, perceived risk, and individual risk level. Methods: An online self-administered questionnaire collected data on sociodemographic characteristics, breast cancer risk, risk perception, health literacy, and genomic literacy. Breast cancer screening adherence was defined according to national guidelines as having undergone a mammogram in the previous two years (for women aged 45–70). Statistical analyses included T-tests, ANOVA, Chi-square tests, and a logistic regression to identify factors associated with screening adherence. Results: The final sample included 359 women (mean age=46.2, SD=9.8). Higher education and income levels were significantly associated with higher GL scores (p<0.001). However, GL was not a significant predictor of BC screening adherence in bivariate or multivariate analyses. The strongest predictor of non-adherence was the setting where the last mammogram was performed. Women screened in NHS or private facilities were more likely to be non-adherent compared to those screened in mobile units (OR=22.32 and OR=10.65, respectively). Other factors, including HL, income, education, and risk perception, were not significant predictors. Conclusions: While women with higher education and income showed better genomic literacy, this was not linked to greater screening adherence. Adherence was primarily related to the setting of the last mammogram, with women screened in mobile units showing greater compliance. This highlights the importance of reducing organizational barriers to improve participation. However, given the convenience sampling and overrepresentation of women with higher education in this study, further research with more representative samples is needed to confirm and expand these findings.
RESUMO - Contexto: O cancro da mama é o cancro mais comum e uma das principais causas de mortalidade por cancro entre as mulheres em Portugal. Está demonstrado que a mamografia reduz a mortalidade por cancro da mama, mas as taxas de participação continuam baixas devido a barreiras como o medo, falta de conhecimento, desafios logísticos e literacia em saúde. Recentemente, surgiu o conceito de literacia genómica; contudo, a sua influência específica nos comportamentos preventivos, incluindo a adesão ao rastreio do cancro da mama, ainda não foi explorada. Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre a literacia genómica e o rastreio do cancro da mama entre mulheres em Portugal, considerando também outros fatores como literacia em saúde, características sociodemográficas, perceção de risco e nível de risco. Métodos: Foi aplicado um questionário online de autopreenchimento para recolher dados sobre características sociodemográficas, risco de cancro da mama, perceção de risco, literacia em saúde e literacia genómica. A adesão ao rastreio do cancro da mama foi definida de acordo com as orientações nacionais, ou seja, ter realizado uma mamografia nos dois anos anteriores (para mulheres entre os 45 e os 70 anos). As análises estatísticas incluíram testes t, ANOVA, testes do qui-quadrado e uma regressão logística para identificar fatores associados à adesão ao rastreio. Resultados: A amostra final contou com 359 participantes (idade média=46,2 anos; DP=9,8). Verificou-se que níveis mais elevados de escolaridade e rendimento se associaram significativamente a maiores pontuações de literacia genómica (p<0,001). Contudo, a literacia genómica não se revelou um preditor significativo da adesão ao rastreio mamográfico, quer nas análises bivariadas, quer nas multivariadas. O fator mais determinante da não adesão foi o local da última mamografia. As mulheres que realizaram o rastreio no SNS ou em instituições privadas apresentaram maior probabilidade de não adesão, em comparação com as que recorreram a unidades móveis (OR=22,32 e OR=10,65, respetivamente). Outros fatores, como literacia em saúde, rendimento, escolaridade e perceção de risco, não demonstraram impacto significativo na adesão.Conclusões: Embora se tenha observado que mulheres com maior escolaridade e rendimento apresentam melhor literacia genómica, tal não se traduziu numa maior probabilidade de adesão ao rastreio do cancro da mama. Os resultados sugerem que a adesão está mais fortemente associada a fatores organizacionais, nomeadamente ao local onde é realizado o rastreio, com maior cumprimento observado nas unidades móveis. Estes achados destacam a importância de mitigar barreiras de natureza organizacional para promover a participação no rastreio. No entanto, importa sublinhar que a utilização de uma amostra de conveniência, com sobre-representação de mulheres com maior escolaridade, limita a generalização dos resultados, sendo necessária investigação futura com amostras mais representativas.

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Genomic literacy breast cancer prevention health literacy health promotion Literacia genómica cancro da mama rastreio rastreio promoção da saúde

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