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Resumo(s)
Apesar da clara preferência pelo vilancete e pela cantiga, o romance é uma das principais formas literárias a que os músicos ibéricos do século XVI recorreram para as suas composições. Em Portugal, particularmente, o testemunho escrito do romance musicado é bastante reduzido, mas evidencia, em alguns casos, um tratamento musical específico, distinto dos outros géneros profanos, e o recurso a textos com origem no romanceiro medieval. O cenário inverte-se no início do século XVII, em que o romance se torna a forma musical palaciana mais popular e esmagadoramente maioritária nas colectâneas musicais portuguesas, acompanhando a tendência poética e musical que se verifica também em Espanha a partir de meados do século XVI. Esta comunicação visa dar uma perspectiva sumária sobre a evolução do romance musicado em Portugal, desde o início do século XVI ao início do século XVII, segundo o testemunho das fontes musicais portuguesas, acompanhando, em particular, o desenvolvimento da relação formal entre os textos literário e musical.
Descrição
UIDB/00693/2020
UIDP/00693/2020
SFRH/BD/140077/2018
