Publicação
Apanhados na rede. Considerações acerca das noções de progresso e modernidade na comunidade piscatória de Porto Formoso
| dc.contributor.author | Langreo, Amaya Sumpsi | |
| dc.date.accessioned | 2013-10-18T08:52:41Z | |
| dc.date.available | 2013-10-18T08:52:41Z | |
| dc.date.issued | 2012-07 | |
| dc.description | Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Antropologia e Culturas Visuais | por |
| dc.description.abstract | Um porto de pesca natural e a ruína de um “castelo”. Uma pequena comunidade de pescadores, na costa norte da ilha de São Miguel, que se quer integrar nos circuitos globais e discute como. Em Porto Formoso ninguém parece duvidar de que o “progresso” não pode ser travado, mas nem todos concordam sobre o modo como esse progresso deve ser concretizado. Se muitos acreditam ser necessário fazer obras em cimento para melhorar o porto e viabilizar assim o futuro da pesca, uma profissão identitária da freguesia, outros preferem desactivar o porto e reconverter o lugar num destino turístico, apostando pelo seu valor natural e histórico e aderindo assim aos discursos do poder que alimentam a ideia de que tornar-se um destino turístico é sinónimo de crescimento, progresso, enriquecimento e emprego. Os habitantes de Porto Formoso movimentam-se assim entre múltiplas opiniões e perspectivas, às vezes contraditórias, que evidenciam diferentes formas de pensamento, de se perceber a modernidade e o progresso, de se sentir no presente e de se projectar no futuro. Questões sociais, culturais, laborais e de identidade complexificam os avanços num ou noutro sentido, e põem em relevo a profundidade dos factores que intervêm na construção identitária de um local e na sua mercadorização. Estão em causa dois modelos de desenvolvimento, dois caminhos possíveis para integrar esta localidade nos circuitos globais através da sua modernização. Mas é a “modernidade” a valorização do passado ou o afastamento do mesmo? Museus ou cais? Turistas ou pescadores? E ainda mais: qual é esse passado de que se fala em Porto Formoso? Pesca ou história? O Homem ou a Natureza? As discussões que se vivem no Porto Formoso reflectem uma discussão que se propaga pelo mundo, e num momento em que as estruturas tradicionais e os sistemas de valores estabelecidos cambaleiam, a ausência de referências firmes, característica da “modernidade”, faz com que os conceitos de futuro, em relação ao presente e ao passado nadem na ambiguidade e na incerteza. Neste sentido, este trabalho pretende reflectir sobre os valores que se põem em causa e os que prevalecem aquando desta discussão. | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10362/10600 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa | por |
| dc.subject | Modernidade | por |
| dc.subject | Progresso | por |
| dc.subject | Pesca | por |
| dc.subject | Turismo | por |
| dc.subject | Natureza | por |
| dc.subject | Património | por |
| dc.title | Apanhados na rede. Considerações acerca das noções de progresso e modernidade na comunidade piscatória de Porto Formoso | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess | por |
| rcaap.type | masterThesis | por |
