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Orientador(es)
Resumo(s)
Historicamente, o humor tem sido uma forƧa vital em tempos de crise, funcionando como refĆŗgio de lucidez e mecanismo de resistĆŖncia diante de perseguiƧƵes e opressƵes. Em regimes autoritĆ”rios como a Alemanha nazista e a UniĆ£o SoviĆ©tica, o riso persistiu como forma de crĆtica social e defesa da liberdade, mostrando-se essencial para preservar a sanidade e estimular o pensamento independente. Hoje, estudiosos continuam a destacar sua relevĆ¢ncia: o humor promove a dĆŗvida, base do pensamento crĆtico, e fortalece a liberdade. No entanto, a relação entre humor e liberdade Ć© complexa, pois os āinimigos do risoā nĆ£o estĆ£o apenas fora, mas tambĆ©m dentro de nós, nos medos que limitam nossa expressĆ£o. Nesse cenĆ”rio, o humor autocrĆtico ā presente na sĆ”tira, na ironia surge como ferramenta poderosa para enfrentar tais medos e reconciliar o riso com Ć©tica e liberdade. Inspirado pela frase de Amos Oz, que associa fanatismo Ć ausĆŖncia de humor, o dossiĆŖ questiona se estamos diante do fim do riso. Em um mundo marcado por guerras, ataques Ć s democracias, polarização, crise ambiental e incertezas, o humor permanece indispensĆ”vel como instrumento de enfrentamento e reflexĆ£o. O dossiĆŖ reĆŗne pesquisadores de diversas Ć”reas para aprofundar o debate sobre o papel do humor como resistĆŖncia e crĆtica em tempos de crise global.
Descrição
UID/04666/2025
https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025
Palavras-chave
Humor História Linguagens
