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Resumo(s)

A(s) Egiptologia(s) produzida(s) em língua portuguesa tende(m) a ser excluída(s) do discurso egiptológico dominante, fato claramente visível em obras recentes alusivas à história da Egiptologia. Não obstante, a existência de uma crescente produção acadêmica em língua portuguesa não pode ser ignorada, nem as suas contribuições para o estudo de fontes, realidades e problemáticas provenientes do nordeste africano, frequentemente menosprezadas. Embora relegada para uma suposta “periferia”, esta produção acadêmica é apresentada e discutida em amplas reuniões científicas, no Brasil, em Portugal, e em contextos ibero-americanos, também adentrando outros espaços onde habitualmente se perspectiva o “centro” da produção de saber. Paralelamente, as Egiptologias Lusófonas apresentam abordagens interdisciplinares e teóricas que não necessariamente conformam às maneiras usuais de se praticar a disciplina em contextos dominantes. Essas abordagens se materializam na forma de contribuições diversas, incluindo escavações arqueológicas, estudos de cultura material, estudos linguísticos, estudos de recepção, entre outros. Tal criatividade tem potencial não só de continuar desenvolvendo a disciplina em contextos lusófonos, mas também nos supostos “centros” da Egiptologia. Assim, pretendemos repensar e reconhecer a diversidade e subjetividade do exercício da Egiptologia, afirmando a presença e importância dos/as egiptológos/as lusófonos/as no contexto das discussões egiptológicas a nível global.

Descrição

UID/04666/2025 https://doi.org/10.54499/UID/04666/2025

Palavras-chave

Egiptologia Mundo Lusófono Academia

Contexto Educativo

Citação

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Editora

CHAM

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