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Em vez de olhar, prefiro escutar

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Resumo(s)

A frase que Branca de Neve dirige ao príncipe no filme de João César Monteiro – e que serve de título ao presente trabalho – denota uma característica central da obra em questão. O filme Branca de Neve dá-se mais a ouvir e menos a ver e obriga o espectador a escutar atentamente a sua banda sonora. Este artigo constitui uma leitura inovadora deste penúltimo filme de João César Monteiro sugerindo que o som e a música são fulcrais na definição dos seus modos de representação. Assim, através de uma análise audiovisual e da sua articulação com um conjunto de obras, falas e textos que orbitam o filme, demonstramos o modo como a música e o som interagem entre si e com os restantes elementos fílmicos, determinando espaços-tempo. Além disso, a partir de uma entrevista realizada com o diretor de som, Joaquim Pinto, e de uma reflexão sobre o roteiro (Monteiro, 1999) e sobre a entrevista concedida por Monteiro no momento da estreia de Branca de Neve, esta pesquisa introduz ao meio acadêmico novas informações que permitem estabelecer conexões entre o processo de produção do filme e seu resultado final.

Descrição

UID/00472/2025 https://doi.org/10.54499/UID/00472/2025

Palavras-chave

Branca de Neve João César Monteiro Música e som no cinema Cinema português

Contexto Educativo

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