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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
ABSTRACT - Introduction: Road traffic injuries are among the top 10
causes of death and thus a major public health issue worldwide.
Consistent differences between countries in the European
Union justify a closer examination of the problem at a
national level. The present study focused on identifying the
socio-psychological factors behind risky driving, which can
help interventions more successfully foster safer driving
practices in Portugal. More specifically, this research analysed
the prevalence of self-reported risky driving behaviours
and their association with perceived risks to establish
whether this relationship differs across risk-taking practices.
The study also examined drivers’ motives for taking risks.
Methods: A telephone survey about road safety collected
responses from 635 adult drivers. The respondents provided
sociodemographic information so comparisons could be
made between groups of drivers based on age, gender, and
frequency of driving. Results: The risky driving practices
most frequently reported by Portuguese drivers were
speeding and disregarding the need for rest breaks. The respondents
also evaluated these two practices as the least
risky, suggesting that drivers minimise their personal risk of
traffic accidents. The most frequently mentioned motives
for risky driving were a perceived control over vehicles and
road conditions. Male, younger, and everyday drivers have
higher risk profiles since they reported engaging in risky
driving practices more often and perceiving these behaviours
as less risky. Conclusion: Portuguese drivers reported
engaging consistently in risky driving practices, while evaluating
their risk as moderate and their control over driving
conditions as high. This contextualised understanding of
factors that strengthen the likelihood of risky driving can
help facilitate tailor-made interventions to reduce Portuguese
drivers’ unrealistic perceptions of control and invulnerability,
thereby ensuring safer roads.
RESUMO - Introdução: A sinistralidade rodoviária encontra-se entre as 10 principais causas de morte, constituindo um problema de saúde pública ao nível mundial. A existência de diferenças consistentes nos níveis de sinistralidade rodoviária entre países na União Europeia justifica uma análise aprofundada do problema a nível nacional. Este estudo focou-se na identificação de fatores psicossociais subjacentes à condução de risco que podem ajudar as intervenções a promover práticas de condução mais seguras em Portugal. Mais especificamente, esta pesquisa analisou a prevalência de comportamentos auto-relatados de condução de risco e a sua associação aos riscos percebidos para estabelecer se esta relação difere consoante os comportamentos examinados. Este estudo também analisou os motivos para a adesão a comportamentos de risco. Método: Realizou-se um inquérito telefónico sobre segurança rodoviária a 635 condutores adultos. Os dados sociodemográficos fornecidos pelos respondentes foram utilizados para realizar comparações entre grupos de condutores com base na idade, no género e na frequência de condução. Resultados: As práticas de conduções de risco mais frequentemente reportadas pelos condutores portugueses foram o circular com excesso de velocidade e a não observância de períodos de descanso. Os respondentes avaliaram estas práticas como sendo as menos arriscadas, o que sugere que os condutores minimizam o seu risco pessoal de acidentes rodoviários. Os motivos mais frequentemente mencionados para comportamentos de condução de risco foram o controlo percebido sobre os veículos e as condições da rodovia. Os condutores do género masculino, os mais jovens e os que conduzem todos os dias apresentaram perfis de risco mais elevado. Estes indivíduos reportaram envolver-se mais frequentemente em práticas de risco e percecionam as mesmas como menos arriscadas. Conclusão: Os condutores portugueses reportam envolver-se frequentemente em práticas de condução de risco, que avaliam como tendo um risco moderado, enquanto consideram o seu controlo pessoal sobre as condições de condução como elevado. Este conhecimento contextualizado de fatores que aumentam a probabilidade de condução de risco pode ajudar a facilitar intervenções mais ajustadas ao contexto nacional que reduzam as perceções irrealistas de controlo e de invulnerabilidade, assegurando assim estradas mais seguras.
RESUMO - Introdução: A sinistralidade rodoviária encontra-se entre as 10 principais causas de morte, constituindo um problema de saúde pública ao nível mundial. A existência de diferenças consistentes nos níveis de sinistralidade rodoviária entre países na União Europeia justifica uma análise aprofundada do problema a nível nacional. Este estudo focou-se na identificação de fatores psicossociais subjacentes à condução de risco que podem ajudar as intervenções a promover práticas de condução mais seguras em Portugal. Mais especificamente, esta pesquisa analisou a prevalência de comportamentos auto-relatados de condução de risco e a sua associação aos riscos percebidos para estabelecer se esta relação difere consoante os comportamentos examinados. Este estudo também analisou os motivos para a adesão a comportamentos de risco. Método: Realizou-se um inquérito telefónico sobre segurança rodoviária a 635 condutores adultos. Os dados sociodemográficos fornecidos pelos respondentes foram utilizados para realizar comparações entre grupos de condutores com base na idade, no género e na frequência de condução. Resultados: As práticas de conduções de risco mais frequentemente reportadas pelos condutores portugueses foram o circular com excesso de velocidade e a não observância de períodos de descanso. Os respondentes avaliaram estas práticas como sendo as menos arriscadas, o que sugere que os condutores minimizam o seu risco pessoal de acidentes rodoviários. Os motivos mais frequentemente mencionados para comportamentos de condução de risco foram o controlo percebido sobre os veículos e as condições da rodovia. Os condutores do género masculino, os mais jovens e os que conduzem todos os dias apresentaram perfis de risco mais elevado. Estes indivíduos reportaram envolver-se mais frequentemente em práticas de risco e percecionam as mesmas como menos arriscadas. Conclusão: Os condutores portugueses reportam envolver-se frequentemente em práticas de condução de risco, que avaliam como tendo um risco moderado, enquanto consideram o seu controlo pessoal sobre as condições de condução como elevado. Este conhecimento contextualizado de fatores que aumentam a probabilidade de condução de risco pode ajudar a facilitar intervenções mais ajustadas ao contexto nacional que reduzam as perceções irrealistas de controlo e de invulnerabilidade, assegurando assim estradas mais seguras.
Descrição
Palavras-chave
Risky driving behaviour Risk perception Motive Perceived control Comportamentos de risco na condução Perceção de risco Motivo Controlo percebido
Contexto Educativo
Citação
Duarte, Ana Patrícia; Mouro, Carla - I feel safe doing it!: prevalence, risk perception, and motives for risky driving in Portugal = Sinto-me seguro a fazê-lo!: prevalência, perceção de risco e motivos para a condução de risco em Portugal. Portuguese Journal of Public Health. ISSN 2504-3137. Vol. 37, Nº 2-3 (Maio/Dezembro 2019), p. 82-90
Editora
Universidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Pública
