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Resumo(s)
Hepatitis A (HA) is an acute liver infection caused by the hepatitis A virus (HAV), primarily transmitted through the fecal-oral route. Despite the high effectiveness of the HA vaccine, it remains a global public health concern. In very low endemicity countries, such as Portugal, the population remains susceptible due to limited exposure, and reported cases are associated with non-immune travelers returning from endemic regions or outbreaks within high-risk groups. This study aimed to characterize HAV strains from anti-HAV IgM-positive confirmed cases reported in Portugal between September 2024 and June 2025. Molecular characterization and phylogenetic analysis were performed to identify circulating subgenotypes and strains, and their association with both sporadic infections and outbreak-related clusters. During the study period, specimens from 391 cases were received, of which 347 (89%) were successfully genotyped. Most samples were from male individuals (75%), predominantly within the 18–44 age group (61%). Geographically, most cases were reported from the Norte region (n = 147). Among the 347 genotyped strains, 13 unique strains were identified, including seven of subgenotype IA, one strain of subgenotype IIA, four of subgenotype IB, and one of subgenotype IIIA. Seven outbreaks and six sporadic cases were detected, with two major ongoing outbreaks: one affecting the GBMSM community (n = 205), and another linked to the Roma population (n = 117). Phylogenetic analysis revealed a diverse profile of strains associated with travel to endemic countries such as Angola, the Dominican Republic, Morocco, and India, while others had no identifiable source of infection. These findings highlight the diversity of HAV strains imported to Portugal and underscore the importance of molecular surveillance to identify potential outbreaks and implement adequate control measures when needed. The results also reinforce the value of vaccination for travelers to endemic regions and susceptible populations.
A hepatite A (HA) é uma infeção aguda do fígado causada pelo vírus da hepatite A (HAV), transmitida principalmente por via fecal – oral. Apesar da elevada efetividade da vacina contra a HA, a doença continua a ser uma preocupação de saúde pública a nível mundial. Em países de endemicidade muito baixa, como Portugal, a população permanece suscetível devido à reduzida exposição ao vírus, sendo os casos reportados maioritariamente associados a viajantes não imunizados que regressam de regiões endémicas ou a surtos em grupos de risco. Este estudo teve como objetivo caracterizar estirpes de HAV a partir de casos confirmados positivos para anti-HAV IgM reportados em Portugal entre setembro de 2024 e junho de 2025. Foram realizadas a caracterização molecular e a análise filogenética para identificar os subgenótipos e estirpes em circulação, bem como a sua associação com infeções esporádicas ou clusters relacionados com surtos. Durante o período de estudo, foram recebidas amostras de 391 casos, das quais 347 (89%) foram genotipadas com sucesso. A maioria das amostras correspondia a indivíduos do sexo masculino (75%), predominantemente no grupo etário dos 18–44 anos (61%). Geograficamente, o maior número de casos foi reportado na região Norte (n = 147). Entre as 347 estirpes genotipadas, foram identificadas 13 estirpes únicas: sete do subgenótipo IA, uma do subgenótipo IIA, quatro do subgenótipo IB e uma do subgenótipo IIIA. Foram detetados sete surtos e seis casos esporádicos, incluindo dois surtos de grande dimensão ainda em curso: um que afetou a comunidade GBMSM (n = 205) e outro associado à população Roma (n = 117). A análise filogenética revelou um perfil diversificado de estirpes associadas a viagens para países endémicos, como Angola, República Dominicana, Marrocos e Índia, enquanto outros casos não apresentaram fonte de infeção identificável. Estes resultados evidenciam a diversidade de estirpes de HAV importadas para Portugal e sublinham a importância da vigilância molecular para identificar potenciais surtos e implementar medidas de controlo adequadas quando necessário. Reforçam ainda o valor da vacinação para viajantes a regiões endémicas e populações suscetíveis.
A hepatite A (HA) é uma infeção aguda do fígado causada pelo vírus da hepatite A (HAV), transmitida principalmente por via fecal – oral. Apesar da elevada efetividade da vacina contra a HA, a doença continua a ser uma preocupação de saúde pública a nível mundial. Em países de endemicidade muito baixa, como Portugal, a população permanece suscetível devido à reduzida exposição ao vírus, sendo os casos reportados maioritariamente associados a viajantes não imunizados que regressam de regiões endémicas ou a surtos em grupos de risco. Este estudo teve como objetivo caracterizar estirpes de HAV a partir de casos confirmados positivos para anti-HAV IgM reportados em Portugal entre setembro de 2024 e junho de 2025. Foram realizadas a caracterização molecular e a análise filogenética para identificar os subgenótipos e estirpes em circulação, bem como a sua associação com infeções esporádicas ou clusters relacionados com surtos. Durante o período de estudo, foram recebidas amostras de 391 casos, das quais 347 (89%) foram genotipadas com sucesso. A maioria das amostras correspondia a indivíduos do sexo masculino (75%), predominantemente no grupo etário dos 18–44 anos (61%). Geograficamente, o maior número de casos foi reportado na região Norte (n = 147). Entre as 347 estirpes genotipadas, foram identificadas 13 estirpes únicas: sete do subgenótipo IA, uma do subgenótipo IIA, quatro do subgenótipo IB e uma do subgenótipo IIIA. Foram detetados sete surtos e seis casos esporádicos, incluindo dois surtos de grande dimensão ainda em curso: um que afetou a comunidade GBMSM (n = 205) e outro associado à população Roma (n = 117). A análise filogenética revelou um perfil diversificado de estirpes associadas a viagens para países endémicos, como Angola, República Dominicana, Marrocos e Índia, enquanto outros casos não apresentaram fonte de infeção identificável. Estes resultados evidenciam a diversidade de estirpes de HAV importadas para Portugal e sublinham a importância da vigilância molecular para identificar potenciais surtos e implementar medidas de controlo adequadas quando necessário. Reforçam ainda o valor da vacinação para viajantes a regiões endémicas e populações suscetíveis.
Descrição
Palavras-chave
Hepatitis A virus hepatitis A molecular surveillance genotyping outbreak
