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Publicação

Relação empírica entre consumo de eletricidade com os eventos de temperatura extremos – ondas de calor e as Medidas de Adaptação do Setor Eletroprodutor às Alterações Climáticas

datacite.subject.fosEngenharia e Tecnologia::Engenharia do Ambientept_PT
dc.contributor.advisorSimões, Sofia
dc.contributor.advisorSeixas, Maria Júlia
dc.contributor.authorMelo, Maria Dias de
dc.date.accessioned2019-01-21T14:41:09Z
dc.date.available2019-01-21T14:41:09Z
dc.date.issued2018-11
dc.date.submitted2018
dc.description.abstractA presente dissertação de mestrado, enquadrada na temática das alterações climáticas, teve como objetivo central a análise do risco climático para empresas do setor eletroprodutor face a eventos extremos de temperatura elevada, bem como a identificação de estratégias a adotar para a adaptação da sua atividade com vista à minimização desse risco. Para tal foram trabalhadas duas questões com abordagens faseadas distintas : (i) uma primeira fase analítica e de tratamento de dados de consumos diários de eletricidade (GWh) e temperaturas diárias (máximas, mínimas e médias, tendo também em consideração a temperatura normal diária) (em ºC) de uma série temporal de 2003-2017, para se tentar encontrar a relação empírica entre o consumo de eletricidade e os eventos extremos de temperatura elevada; (ii) uma segunda fase destinada ao levantamento das medidas de adaptação às alterações climáticas, focando os eventos extremos de temperatura elevada, postas em prática noutras empresas do setor eletroprodutor que estejam sediadas em países com características semelhantes a Portugal. Na primeira fase da análise utilizaram-se dois métodos (Método 1 e Método 2), que diferiram, essencialmente, na definição de evento extremo de temperatura elevada (onda de calor) utilizada. De referir que os resultados obtidos pelos dois métodos foram limitados, uma vez que para que se obtivesse uma relação entre o consumo de eletricidade durante um evento extremo de temperatura, seriam necessários mais dados do que apenas os de temperatura (i.e., dados de eficiência energética, densidade populacional, informações sobre eventos não relacionados com o clima que possam ter ocorrido durante o evento extremo de temperatura, etc.). Com o Método 1 foram identificados 8 eventos extremos de temperatura elevada nos 14 anos analisados, sendo que 5 destes aconteceram durante os meses quentes (junho, julho ou agosto). Por sua vez, com o Método 2, foram identificados 23 eventos extremos de temperatura elevada, sendo que apenas 7 destes aconteceram nos meses quentes. A variação percentual do consumo de eletricidade diário verificada durante um evento extremo de temperatura elevada nos meses quentes foi muito semelhante para os dois métodos. O Método 1 registou um aumento percentual de consumo de eletricidade diário durante um evento extremo de temperatura elevada nos meses quentes compreendida entre 3,15 – 9,12 (%), enquanto que no Método 2 os valores variaram entre 3,30 – 9,80 (%). Durante a segunda fase da análise foi possível efetuar o levantamento de algumas das medidas de adaptação que empresas de outros países com características semelhantes a Portugal, já praticam ou visam praticar. De uma forma geral verificou-se que existem poucas medidas de adaptação identificadas pelas empresas focando eventos extremos de temperaturas elevadas. De entre todas as medidas de adaptação identificadas, a diversificação do portfólio de geração de eletricidade, com o aumento do contributo das energias renováveis para o mesmo, foi a que mais consenso apresentou de entre os países e empresas/organizações estudados. A Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas Portuguesa apresenta um conjunto de medidas no que diz respeito à adaptação do setor eletroprodutor. No entanto, não se encontram ainda evidências de implementação de medidas práticas de adaptação às alterações climáticas do setor e mais concretamente aos eventos extremos de temperatura elevada. A instalação de Smart Meters e agregação das cargas nos transformadores em tempo real por forma a se conseguir uma previsão mais segura das sobrecargas são também duas medidas de adaptação às AC. Ainda que os Smart Meters já sejam utilizados em Évora, o mesmo deveria ser implementado em outras cidades com maior densidade populacional.pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/58103
dc.language.isoporpt_PT
dc.subjectAlterações climáticaspt_PT
dc.subjecteventos extremos de temperatura elevadapt_PT
dc.subjectmedidas de adaptaçãopt_PT
dc.subjectsetor eletroprodutorpt_PT
dc.subjectconsumo de eletricidadept_PT
dc.titleRelação empírica entre consumo de eletricidade com os eventos de temperatura extremos – ondas de calor e as Medidas de Adaptação do Setor Eletroprodutor às Alterações Climáticaspt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestre em Engenharia do Ambiente, Perfil de Engenharia de Sistemas Ambientaispt_PT

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