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Resumo(s)
A partir da compreensão da comunicação comunitária como expressão do direito humano à comunicação e a relação direta entre este e o direito à saúde, o presente artigo apresenta alguns apontamentos sobre a atuação de três rádios comunitárias situadas em áreas rurais no Nordeste do Brasil. De caráter exploratório e parte de uma pesquisa mais ampla, o trabalho buscou identificar as ações empreendidas por experiências de comunicação comunitária na divulgação e circulação de informações sobre a pandemia de covid-19. De um modo geral, observa-se que, num cenário caracterizado pela desinfodemia e pela negação da conectividade digital a grupos vulnerabilizados, e por sua relação de proximidade (territorial) e pertencimento (afetos) com as comunidades em que estão localizadas, as rádios comunitárias desempenham papel essencial na disseminação de conteúdos sobre medidas de prevenção, benefícios governamentais e eficácia da vacinação, dentre outras temas, sendo reconhecidas pelas comunidades como um ambiente confiável de acesso à informação. Por outro lado, verifica-se ainda uma situação de precariedade dessas experiências no que diz respeito a condições de sustentabilidade, sendo necessárias políticas públicas que superem estruturas regulatórias limitadas e, assim, possibilitem uma atuação ainda mais expressiva das rádios comunitárias.
Descrição
UIDB/05021/2020
UIDP/05021/2020
Palavras-chave
Comunicação comunitária Direito à comunicação; Direito à saúde Covid-19 Brasil
Contexto Educativo
Citação
Editora
LabCom.IFP
