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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação de doutoramento tem por base uma investigação acerca das práticas do Retrato na pintura em Portugal na primeira metade do século XX. O tema forneceu a oportunidade para atravessar perto de meio século da arte nacional, num período que se estende desde 1911 - um tempo imediatamente após a proclamação da República e muito próximo de «Orpheu» - até ao regime do Estado Novo, terminando a pesquisa quando a comunidade internacional assiste ao final da Segunda Guerra Mundial. Este atribulado período cronológico encontra-se, do ponto de vista estético, na encruzilhada entre aqueles que pintam retratos, continuando um género que remonta à tradição académica, e uma nova geração de artistas que questiona esse mesmo género e a própria pintura. Se por um lado temos o retrato convencional, temos também a transgressão do género. O retrato foi o alvo de uma interrogação sobre o Homem assim como sobre o próprio país, tanto à esquerda como à direita do leque ideológico.
Almada Negreiros, o criador polimórfico, assume desde o início o papel principal do nosso estudo. Em Almada se reflectiu, como em nenhum outro criador, o desejo de redesenhar a construção de um Homem Novo que acaba por representar, nesse «Retrato da Pátria» que são os painéis das Gares Marítimas de Lisboa, a epítome das fragilidades daquela utopia.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História da Arte Contemporânea
Palavras-chave
Retrato Pintura Portugal Portrait Painting
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
