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Resumo(s)

Problematizaremos, em “A ave rara” e “O furto”, de Maria Velho da Costa, o amor como eixo que movimenta a existência e supera a finitude resistindo à tentativa de controlar a dor e a morte. Insistem os textos na disfuncionalidade e na ideia de corpo deslocado, porquanto sabem que no passo de um amor inumano se pode ser ou iniciar a existir. A linguagem de MVC, sendo “lugar e meio de transformação e não [...] meio transparente a um ‘pensamento’”, formula a estética do amor como um fenómeno de contravenção, que faz explodir e traça “os lineamentos de uma nova ordem”. Se, experimentado no excesso, o amor distorce a realidade, o que se contempla da realidade permite perdoar o amor em excesso. Suportando teoricamente a análise do texto-corpo numa leitura de Deleuze e Guattari, Levinas e Nancy (entre outros), além de na linha antropológica de Rodrigues, tratar-se-á o amor como uma inclinação do corpo interrompido por fraturas: a dor e a morte.

Descrição

UIDB/00657/2020 UIDP/00657/2020

Palavras-chave

Corpo-Amor Morte Dor Deslocado Libertação

Contexto Educativo

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Fascículo