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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A reflexão que proponho nestes Encontros Interdisciplinares
assenta na necessidade de (re)equacionar alguns factores estruturantes
na construção da imagem da capital - Lisboa -, num momento particular
da sua história - os anos do Romantismo. A proposta parte de
um quadro abrangente de pesquisa e análise sobre a arquitectura e o
urbanismo na capital no século XIX, que venho perseguindo desde há
já alguns anos. Este trabalho foi, porém, pensado a partir de um locus
e de um exemplo muito específico. Visa uma reflexão sobre Lisboa a
partir de um só pedaço dela: o jardim de S. Pedro de Alcântara.
(Re)definida em meados de Oitocentos, essa microestrutura espacial
foi, e é, fundamental para as muitas leituras a que a cidade se tem
oferecido. É por essa razão que, revisitar a história e o entendimento
historiográfico deste espaço se apresenta como uma via de problematização
e confronto com algumas das proposições mais repetidas nessas
leituras. Nelas se defende comummente a romanticidade como
traço fundamental deste jardim.
