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Publicação

As atitudes face à doença no Portugal dos séculos XIV e XV: a lepra, os leprosos e as leprosarias

dc.contributor.authorNóvoa, Rita
dc.date.accessioned2014-10-21T12:40:58Z
dc.date.available2014-10-21T12:40:58Z
dc.date.issued2012
dc.description.abstractA doença como tópico de reflexão historiográfica encontra-se relativamente ausente do actual rol de interesses da medievística portuguesa. Apesar de lhe ser feita referência em vários artigos de pequena e média dimensão – publicados, sobretudo, nas décadas de 80 e 90 do século passado -, a enfermidade aparece, por norma, como subtema de problemáticas maiores como a assistência ou a pobreza, não tendo merecido ainda estudos de grande profundidade. Num sentido inverso, a historiografia internacional, com particular destaque para a francesa e inglesa, tem vindo a desenvolver interessantes e renovadas perspectivas de análise que incidem não só sobre as percepções medievais da doença mas também sobre as atitudes dos indivíduos face aos seus congéneres enfermos. O presente artigo segue algumas destas linhas de investigação recentemente propostas, procurando aplicá-las ao caso português nas centúrias de Quatrocentos e Quinhentos. Em concreto, interessa-nos avaliar a validade e/ou utilidade das equações “lepra = medo do contágio”, “leproso = pobre e marginal”, “leprosaria = segregação social”. Para tal, começaremos por discutir o conceito de doença, avançando, depois, para a análise das fontes recolhidas, privilegiando o caso de Lisboa mas sem esquecer outros núcleos urbanos como o Porto, Coimbra, Évora e Santarém. Aqui serão explorados problemas na linha dos que se seguem: Era comum, em contexto urbano, a noção de contágio da lepra? Em sendo, as atitudes face aos leprosos respondiam apenas a essa ideia ou devem ser tidos em conta outros factores? Qual a pertinência de uma abordagem genera-lista em relação à suposta posição marginalizada dos leprosos? Que diferenças existiam entre os “lázaros andantes ao mundo”, os residentes nas leprosarias e os lázaros domésticos? Devem entender-se as gafarias meramente como mecanismos profilácticos e como espaços de exclusão social ou há que ter em consideração ainda o papel que desempenhavam na integração dos enfermos?por
dc.identifier.isbn978-972-8932-94-7
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/13319
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewednopor
dc.publisherUniversidade do Porto - Faculdade de Letras - Biblioteca Digitalpor
dc.relation.publisherversionhttp://ler.letras.up.pt/site/default.aspx?qry=id03id1382&sum=simpor
dc.subjectLeprapor
dc.subjectLeprosospor
dc.subjectLeprosariaspor
dc.subjectIdade Médiapor
dc.titleAs atitudes face à doença no Portugal dos séculos XIV e XV: a lepra, os leprosos e as leprosariaspor
dc.typebook part
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlacePortopor
oaire.citation.endPage87por
oaire.citation.startPage77por
oaire.citation.titleIncipit 1. Workshop de Estudos Medievais da Universidade do Porto, 2009–10por
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typebookPartpor

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