| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 3.08 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Human and ocean health are deeply interconnected, but human–ocean relationships are often
addressed through cognitive, knowledge-based approaches that overlook lived and embodied
experience. This dissertation explores marine identity as an embodied and relational way of
knowing the ocean, and studies what a sea-centered approach reveals about how people relate
to the ocean.
Using a mixed methods design, the research was conducted within a six-day Ocean Re-
treat for adult women that integrated surfing, somatic movement, and guided reflection. Qual-
itative methods, including journaling, emotional check-ins, and in-field observations, were
complemented by quantitative pre–post surveys.
The findings reveal marine identity as an embodied, relational, and processual phenom-
enon, rather than a fixed or explicitly named identity. Marine identity became visible through
shifts in affective engagement, relational connectedness, wellbeing, and behavioral intentions,
whereas cognitive knowledge and self-reported behavior showed limited short-term change.
Participants mainly expressed their relationship with the ocean through emotional, metaphor-
ical, and embodied language, often together with ambivalence.
By foregrounding embodiment and relational experience, this research reframes ocean
literacy as a process of knowing with the ocean rather than about it, which has implications
for ocean education, wellbeing-oriented engagement, and Blue Care approaches.
A saúde humana e a saúde do oceano estão profundamente interligadas, mas as relações entre humanos e oceano são frequentemente abordadas através de perspetivas cognitivas e baseadas no conhecimento, que tendem a desvalorizar a experiência vivida e incorporada. Esta dissertação explora a identidade marinha como uma forma incorporada e relacional de conhecer o oceano, analisando o que uma abordagem centrada no mar revela sobre a forma como as pessoas se relacionam com o oceano. Utilizando um desenho de investigação de métodos mistos, o estudo foi realizado no contexto de um retiro oceânico de seis dias para mulheres adultas, que integrou surf, práticas de movimento somático e reflexão guiada. Métodos qualitativos, incluindo escrita reflexiva, check-ins emocionais e observação em contexto de campo, foram complementados por questionários quantitativos aplicados antes e após o retiro. Os resultados revelam a identidade marinha como um fenómeno incorporado, relacional e processual, em vez de uma identidade fixa ou explicitamente nomeada. A identidade marinha tornou-se visível através de mudanças no envolvimento afetivo, na conexão relacional com o oceano, no bem-estar e nas intenções comportamentais, enquanto o conhecimento cognitivo e os comportamentos auto-relatados apresentaram alterações limitadas a curto prazo. As participantes expressaram maioritariamente a sua relação com o oceano através de uma linguagem emocional, metafórica e incorporada, frequentemente acompanhada por ambivalência.
A saúde humana e a saúde do oceano estão profundamente interligadas, mas as relações entre humanos e oceano são frequentemente abordadas através de perspetivas cognitivas e baseadas no conhecimento, que tendem a desvalorizar a experiência vivida e incorporada. Esta dissertação explora a identidade marinha como uma forma incorporada e relacional de conhecer o oceano, analisando o que uma abordagem centrada no mar revela sobre a forma como as pessoas se relacionam com o oceano. Utilizando um desenho de investigação de métodos mistos, o estudo foi realizado no contexto de um retiro oceânico de seis dias para mulheres adultas, que integrou surf, práticas de movimento somático e reflexão guiada. Métodos qualitativos, incluindo escrita reflexiva, check-ins emocionais e observação em contexto de campo, foram complementados por questionários quantitativos aplicados antes e após o retiro. Os resultados revelam a identidade marinha como um fenómeno incorporado, relacional e processual, em vez de uma identidade fixa ou explicitamente nomeada. A identidade marinha tornou-se visível através de mudanças no envolvimento afetivo, na conexão relacional com o oceano, no bem-estar e nas intenções comportamentais, enquanto o conhecimento cognitivo e os comportamentos auto-relatados apresentaram alterações limitadas a curto prazo. As participantes expressaram maioritariamente a sua relação com o oceano através de uma linguagem emocional, metafórica e incorporada, frequentemente acompanhada por ambivalência.
Descrição
Palavras-chave
Ocean literacy wellbeing human-ocean relationships blue space experiential learning non-formal education
