Publicação
Tocam por qualquer preço
| dc.contributor.author | Lacerda, Maria Teresa | |
| dc.contributor.institution | Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-MD - NOVA FCSH) | |
| dc.contributor.pbl | UA Editora | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-14T12:29:48Z | |
| dc.date.available | 2026-01-14T12:29:48Z | |
| dc.date.issued | 2020 | |
| dc.description | UIDB/00472/2020 UIDP/00472/2020 | |
| dc.description.abstract | Vidago, uma vila rural de Trás-os-Montes, ganhou visibilidade pelas suas águas termais premiadas (Cruz 1970; Pereira 1971; Salvador 2004). Com o propósito de se tornar um destino turístico privilegiado, passou por um processo de crescimento súbito e introdução de produtos e tecnologias da modernidade. Os estabelecimentos hoteleiros promoviam actividades desportivas e eventos musicais ao vivo para entreter os visitantes durante a temporada de termas (Pereira 2014). Entre a pluralidade de estilos e categorias musicais interpretados incluíam-se arranjos para banda, chanson française, tangos, árias de ópera, fados, jazz, música clássica, rancho folclórico – havendo uma clara preferência por versões de obras com alargada divulgação e popularidade, associadas a transmissões radiofónicas (Moreira, Cidra, e Castelo-Branco 2010). Foi um período favorável à formação de grupos musicais amadores vidaguenses e à contratação de instrumentistas profissionais exteriores a Vidago. Neste contexto, os músicos eram entendidos como prestadores de serviços e estavam sujeitos à sazonalidade da actividade termal, não permitindo independência financeira. Assim sendo, os músicos viam-se forçados a conciliar o trabalho musical com outros empregos anuais. Usavam esse argumento para se revoltarem contra a obrigatoriedade da profissionalização e pagamento de cotas durante todo o ano ao Sindicato dos Nacional dos Músicos (SNM), pelo que evitavam a sindicalização ou, uma vez sindicalizados, atrasavam sistematicamente o pagamento de cotas (Silva 2010; Fernandes 2018). Neste capítulo será abordado o estatuto dos músicos em Vidago entre 1933 e 1974, destacando as dinâmicas entre estes e as gerências dos hotéis, o SNM e a Casa do Povo local. Este estudo recorre a métodos da história e da etnomusicologia histórica, nomeadamente entrevistas a pessoas que assistiram às práticas musicais em estudo e pesquisa de arquivo no espólio do SNM (Howard 2014). Na linha que têm vindo a ser pensado na área da antropologia do turismo, considera-se que este é um fenómeno holístico, com implicações económicas, políticas, sociais, simbólicas e sonoras (Pinto e Pereiro 2010; Pereiro e Fernandes 2015; Sanchez e Carvalho 2019). | en |
| dc.description.version | publishersversion | |
| dc.description.version | published | |
| dc.format.extent | 18 | |
| dc.format.extent | 5158330 | |
| dc.identifier.doi | 10.34624/postip.v0i5.21427 | |
| dc.identifier.issn | 2184-6138 | |
| dc.identifier.other | PURE: 82359734 | |
| dc.identifier.other | PURE UUID: 09938c68-7be5-48eb-af16-1dda1151ca0f | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10362/198845 | |
| dc.identifier.url | https://proa.ua.pt/index.php/postip/article/view/21427 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | yes | |
| dc.relation | info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDB%2F00472%2F2020/PT | |
| dc.relation | info:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/UIDP%2F00472%2F2020/PT | |
| dc.subject | Vidago | |
| dc.subject | Turismo termal | |
| dc.subject | Estatuto do músico | |
| dc.subject | Sindicato dos Músicos | |
| dc.title | Tocam por qualquer preço | pt |
| dc.title.subtitle | O estatuto do músico na vila termal de Vidago durante o Estado Novo | pt |
| dc.type | journal article | |
| degois.publication.firstPage | 113 | |
| degois.publication.lastPage | 131 | |
| degois.publication.title | Post-ip: Revista do Fórum Internacional de Estudos em Música e Dança | |
| degois.publication.volume | 5 | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess |
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