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ABSTRACT - Background: Influenza vaccination is an effective public health intervention to lessen influenza effect on healthcare and has been recommended to prevent severe outcomes. Previous studies present higher influenza vaccine effectiveness (IVE) against primary care medically attended (PC) compared to hospitalized cases. Inconsistencies in study designs and methodologies may hinder findings regarding IVE in preventing hospital admissions compared to PC consultations.
Aim: We aimed to compare IVE against mild and severe influenza within PC and hospital network in Portugal from 2015/16 to 2023/24.
Methods: Using the test-negative design, we analysed 3,393 RT-PCR–tested patients with influenza-like illness (primary care) or severe acute respiratory infection (hospital). IVE was estimated using a generalized linear mixed model with fixed effects for sex, age category, comorbidities and month of symptom onset, and random effects for season. For difference estimation, 95% confidence intervals (CI) were obtained through bootstrapping. A significant difference was defined as a CI excluding the null.
Results: Overall, IVE was 40.4% (95% CI: 22.7; 54.0) in primary care and 38.7% (95% CI: 17.6; 54.5) in hospital. The difference (1.7%, 95% CI: -22.0; 26.8) was not statistically significant. Subgroup analyses in ≥65-year-olds, comorbid patients and by influenza A subtype yielded similar findings.
Conclusion: We found no difference in IVE against mild (outpatient) or severe disease (inpatient). Non-significant results might be due to low sample size. Future studies could include the European network in order to increase sample size and overcome insufficient study power.
RESUMO - Contexto: A vacinação contra a gripe é uma intervenção eficaz de Saúde Pública para atenuar o impacto da gripe nos serviços de saúde, especialmente ao prevenir complicações graves. Estudos anteriores apresentam uma maior efetividade da vacina contra a gripe em casos que recorrem aos cuidados primários (CP) em comparação com casos hospitalizados. Inconsistências nos desenhos e metodologias dos estudos existentes dificultam as conclusões sobre a efetividade vacinal na prevenção de internamentos hospitalares em comparação com consultas de CP. Objetivo: Comparar a efetividade vacinal contra formas leves e graves de gripe nos CP e na rede hospitalar em Portugal, de 2015/16 a 2023/24. Métodos: Aplicámos um desenho de estudo tipo teste-negativo. No total, incluímos 3393 doentes testados por RT-PCR com síndrome gripal (CP) ou infeção respiratória aguda grave (hospital). A efetividade vacinal foi estimada através de um modelo de regressão linear generalizada de efeitos mistos com efeitos fixos para o sexo, a faixa etária, a presença de comorbidades e o mês de início dos sintomas, e efeitos aleatórios para a época gripal. Para calcular a diferença de efetividade vacinal entre as duas formas clínicas da gripe, foram obtidos intervalos de confiança (IC) de 95% através de uma re-amostragem (bootstrapping) paramétrica. Uma diferença significativa foi definida como um IC que exclui o zero. Resultados: Na análise agregada, a efetividade vacinal foi de 40,4% (IC 95%: 22,7; 54,0) nos cuidados primários e de 38,7% (IC 95%: 17,6; 54,5) no hospital. A diferença observada (1,7%, IC 95%: -22,0; 26,8) não foi estatisticamente significativa. As análises por subgrupos em indivíduos com ≥65 anos, em doentes com comorbidades e por subtipo de influenza A revelaram resultados semelhantes. Conclusão: Não observámos diferenças na efetividade vacinal entre formas leves de gripe (doentes em CP) e formas graves (doentes hospitalizados). Contudo, a ausência de significância estatística poderá dever-se ao tamanho da amostra. Estudos futuros poderiam incluir a rede europeia de monitorização da efetividade da vacina da gripe, de forma a aumentar o tamanho da amostra e superar a falta de poder estatístico do estudo
RESUMO - Contexto: A vacinação contra a gripe é uma intervenção eficaz de Saúde Pública para atenuar o impacto da gripe nos serviços de saúde, especialmente ao prevenir complicações graves. Estudos anteriores apresentam uma maior efetividade da vacina contra a gripe em casos que recorrem aos cuidados primários (CP) em comparação com casos hospitalizados. Inconsistências nos desenhos e metodologias dos estudos existentes dificultam as conclusões sobre a efetividade vacinal na prevenção de internamentos hospitalares em comparação com consultas de CP. Objetivo: Comparar a efetividade vacinal contra formas leves e graves de gripe nos CP e na rede hospitalar em Portugal, de 2015/16 a 2023/24. Métodos: Aplicámos um desenho de estudo tipo teste-negativo. No total, incluímos 3393 doentes testados por RT-PCR com síndrome gripal (CP) ou infeção respiratória aguda grave (hospital). A efetividade vacinal foi estimada através de um modelo de regressão linear generalizada de efeitos mistos com efeitos fixos para o sexo, a faixa etária, a presença de comorbidades e o mês de início dos sintomas, e efeitos aleatórios para a época gripal. Para calcular a diferença de efetividade vacinal entre as duas formas clínicas da gripe, foram obtidos intervalos de confiança (IC) de 95% através de uma re-amostragem (bootstrapping) paramétrica. Uma diferença significativa foi definida como um IC que exclui o zero. Resultados: Na análise agregada, a efetividade vacinal foi de 40,4% (IC 95%: 22,7; 54,0) nos cuidados primários e de 38,7% (IC 95%: 17,6; 54,5) no hospital. A diferença observada (1,7%, IC 95%: -22,0; 26,8) não foi estatisticamente significativa. As análises por subgrupos em indivíduos com ≥65 anos, em doentes com comorbidades e por subtipo de influenza A revelaram resultados semelhantes. Conclusão: Não observámos diferenças na efetividade vacinal entre formas leves de gripe (doentes em CP) e formas graves (doentes hospitalizados). Contudo, a ausência de significância estatística poderá dever-se ao tamanho da amostra. Estudos futuros poderiam incluir a rede europeia de monitorização da efetividade da vacina da gripe, de forma a aumentar o tamanho da amostra e superar a falta de poder estatístico do estudo
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Palavras-chave
Influenza Vaccine effectiveness Influenza vaccine Primary care Hospital Gripe Vacina contra a gripe Efetividade vacinal Cuidados primários
